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Com onda de frio, nuvem de gafanhotos estaciona na Argentina

A nuvem de gafanhotos que há semanas destrói lavouras no Paraguai e na Argentina – e ameaça atravessar a fronteira com o Brasil – está estacionada desde sábado (25) em Entre Ríos, em território argentino, devido a uma onda de frio na região. A província fica a cerca de 100 quilômetros da divisa do Rio Grande do Sul e a 10 quilômetros do Uruguai. De acordo com climatologistas, a nuvem de insetos deve voltar a se movimentar na quinta-feira, quando as temperaturas voltam a subir por lá.

Com a onda de frio, que registrou temperaturas mínimas de 5 a 20 graus no final de semana, autoridades argentinas aproveitaram a “trégua” e intensificaram o combate aos gafanhotos com inseticidas liberados por aviões, reduzindo em até 85% o volume de gafanhotos no local. A nuvem era calculada em cerca de 400 milhões de insetos, alcançando 10 km2, segundo informações do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa).

Agora, técnicos da órgão de controle argentino tentam localizar os insetos que sobreviveram após as ações de combate. As equipes também trabalham nas regiões paraguaias do Chaco e de Formosa, onde ainda há registros de nuvens de insetos. A agência argentina solicitou aos agricultores da área que entrassem em contato caso haja informações sobre os gafanhotos e sua localização.

A proximidade das nuvens com o território sul-mato-grossense também é motivo de preocupação para produtores agrícolas. A região do Chaco, no Paraguai, fica apenas a 300 km da fronteira com o Mato Grosso do Sul. Embora os insetos tenham migrado, em grande parte, para o Sul, a imprevisibilidade do curso dos insetos torna a praga algo que deve ser constantemente monitorado.

Especialistas ouvidos pelo Jornal Midiamax, ponderaram, no entanto, que o Pantanal compartilhado com o Paraguai age como uma barreira natural contra a praga, uma vez que a população de aves do bioma é, em grande parte, predadora natural dos insetos. Vale lembrar, no entanto, que as queimadas registradas no Pantanal também podem desequilibrar a cadeia alimentar da região.

*Midiamax

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