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João Rocha promulgou o projeto de lei que autorizou o reajuste salarial dos vereadores - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Presidente da Câmara expõe tensão com Executivo

A declaração do presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, João Rocha (PSDB), de derrubar eventual veto do prefeito Marcos Trad (PSD) ao reajuste salarial dos vereadores para R$ 22 mil, a partir de 2021, dá sinal de clima de tensão no relacionamento do Legislativo com Executivo. O prefeito evitou polemizar. Ele disse não existir clima de tensão entre os poderes.

A questão do reajuste salarial dos vereadores, a partir de 2021, abalou os ânimos entre os vereadores e o prefeito Marcos Trad. O projeto de lei com o aumento do subsídio dos parlamentares foi encaminhado ao prefeito no início de dezembro do ano passado e ele devolveu para a Casa de Leis sem sancionar ou vetar.

Em uma edição extra do Diário Oficial, do dia 3, consta a decisão de Trad de devolver o projeto ao Legislativo sem sanção ou veto. Ele optou pelo silêncio e assinalou que o pagamento do reajuste dos salários dos vereadores não gera impacto nas contas públicas. Ele justificou acatar recomendação do Tribunal de Justiça do Estado de que o aumento salarial dos vereadores deve ser definido por resolução, e não por projeto de lei, como queria o Ministério Público do Estado.

Com o silêncio, obrigou o presidente da Câmara Municipal, João Rocha (PSDB), a promulgar a lei, independentemente da repercussão do caso.

*Correio do Estado

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