Tevez diz que final contra o River em Madri é "estranha" — Foto: Reuters

Tevez: “É muito estranho jogar uma final da Copa Libertadores na Espanha”

Carlitos Tevez queria ganhar a Libertadores em cima do River Plate no Monumental de Núñez, e não no Santiago Bernabéu, onde a final será decidida no próximo domingo. Poucas horas depois de ter chegado a Madri, para onde a Conmebol mudou a final da Libertadores após as cenas de violência ocorrida em Buenos Aires, o atacante do Boca mostrou todo seu descontentamento por estar longe de casa.

O Superclássico histórico será realizado no domingo, às 17h30 (de Brasília), no Santiago Bernabéu – o SporTV transmite ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real.

– É muito estranho para nós jogar uma final da Copa Libertadores na Espanha. Eu não estou de acordo. Os que saem perdendo com isso são os jogadores. Nós jogamos [a partida de ida, empate em 2 a 2]no estádio do Boca. Queríamos jogar a volta no estádio do River. Nós queríamos ter a chance de ganhar lá, e eles também – disse o veterano atacante de 34 anos.

Provocado a mandar uma mensagem aos torcedores do Boca Juniors que se deslocaram até Madri para ver o jogo, Tevez fez um agradecimento e um pedido desculpas.

– É importante para nós o apoio da torcida, somos muito gratos. Sabemos que na Argentina as coisas não estão bem. E também pedimos que os torcedores nos desculpem [por jogar a final na Espanha]. Essa é uma ideia da Conmebol, que não pensa no povo e nem nos jogadores.

Tevez provavelmente será reserva no domingo, quando o Boca deve enfrentar o River Plate com Benedetto e Ábila no ataque. Autor de gols decisivos na semifinal contra o Palmeiras, Benedetto também criticou a mudança da final para a capital da Espanha, mas admitiu que “é um privilégio” poder jogar no Santiago Bernabéu.

– É muito bom estar aqui, mas todos os jogadores gostariam de ter jogado no Monumental. O que aconteceu é uma vergonha para a Argentina. Tomara que não aconteça de novo e tomara que não se repitam aquelas cenas aqui em Madri, disse o atacante.

Cada clube teve direito a vender 5 mil ingressos na Argentina, além de outros 20 mil para serem vendidos na Espanha. Tanto River Plate quanto Boca Juniors foram recebidos com festa no aeroporto de Barajas, em Madri.

*Globoesporte

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