Policiais presos durante operação do Gaeco. - Foto: Arquivo

Sargento que destruiu celulares em operação é julgado hoje

O segundo sargento da Polícia Militar Ricardo Campos Figueiredo, investigado pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual por ligação com contrabandistas de cigarros, vai a julgamento nesta segunda-feira, por corrupção passiva.

Além dele, também senta no banco dos réus o PM Aparecido Cristiano Fialho, por obstrução da justiça. Ele já foi condenado na semana passada a 15 anos e quatro meses de reclusão por corrupção passiva com continuidade delitiva, pois agiu ilegalmente de 2015 a 2018, organização criminosa e lavagem ou ocultação de bens direitos e valores.

Cristiano, inclusive, foi absolvido do crime de violação de sigilo funcional. Ele cumpre pena em regime fechado, sem direito de apelar em liberdade. O julgamento de ambos têm início à 13h30, na Vara da Auditoria Militar, no Fórum de Campo Grande. O juiz responsável pelo caso é Alexandre Antunes da Silva.

Amanhã, Ricardo volta ser julgado por mais um crime: desta vez, obstrução de justiça. Por conta da possível ligação com os cigarreiros, passou a ser investigado pelo Gaeco. No dia 16 de maio, quando foi deflagrada a Operação Oiketicus, ele foi um dos alvos.

Durante buscas na residência dele, o promotor que acompanhava o cumprimento dos mandados questionou sobre os aparelhos de celular que estavam no banheiro. Ricardo foi para o local, se trancou e destruiu os telefones. O militar foi preso em flagrante por obstrução da justiça.

Os telefones foram encaminhados para perícia técnica e, por meio de laudo, não foi possível repará-los por conta dos danos nas placas e processadores. Até o momento, 12 policiais foram condenados e três deles absolvidos (informações sobre os outros julgamentos estão disponíveis aqui).

OIKETICUS

No dia 16 de maio, o Gaeco e a Corregedoria da Polícia Militar deflagraram a Operação Oiketicus para desarticular o esquema que beneficiava policiais corruptos que agiam em Mato Grosso do Sul. Ao todo, 20 deles foram presos. Na ocasião, Ricardo foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de uso restrito e obstrução da justiça pois, ao perceber a chegada de agentes do Gaeco, destruiu seus celulares que poderiam conter provas.  No último dia 13 de junho, a Corregedoria da Polícia Militar realizou desdobramento da operação, com ais oito pessoas presas em Campo Grande e interior.

*Correio do Estado

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