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Prefeitura gasta R$ 2,8 mi com a compra de leitos particulares

A internação de 28 pacientes em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Campo Grande custou
R$ 2.851.729,06 aos cofres públicos. O montante foi pago a um único hospital particular – o El Kadri –, por serviços prestados ao longo de oito meses. Os pagamentos foram confirmados no dia 19 de dezembro pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), com a publicação dos extratos dos termos de ajuste de contas em Diário Oficial (Diogrande).

Os atendimentos em unidade particular, que não tem contratualização com a prefeitura para atender
pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), aconteceram em razão da falta de vagas nos hospitais conveniados – Santa Casa, Universitário (Humap) e Regional (HRMS). Do total, 15 internações cumpriram decisões judiciais  e as demais foram por conta, exclusivamente, da falta de vagas.

Quando há demanda judicial, a compra de leito para atender a necessidade da Sesau deve ser cumprida “imediatamente”. Já nos casos de compra sem intervenção da Justiça, a justificativa é de lotação nas demais unidades. E sem vagas, a única saída é o gasto em hospital particular. “Em virtude da lotação dos hospitais públicos registrada nas respostas negativas dos Núcleos Internos de Regulação (NIR) dos hospitais quanto à cedência de vagas, conforme registros no prontuário da regulação”, diz os 12 extratos de compra assinados pelo titular da Sesau, Marcelo Vilela.

Uma das internações mais caras custou um total de R$ 597.698,14. O paciente F.A. de A. aparece em dois pagamentos feitos pela Sesau ao hospital. O primeiro foi feito no valor de R$ 396.567,79 e o outro, de R$ 201.130,35 – publicado em edição extra do Diogrande.

O caso foi questionado, mas a Sesau não respondeu até o fechamento da reportagem. O mesmo aconteceu com outra paciente, M. dos Santos, cujo atendimento no El Kadri custou R$ 274.256,37. A internação com menor custo foi de R$ 3.098,81.

O presidente do Hospital Geral El Kadri, Mafuci Kadri, informou que a cedência de vagas para a prefeitura é comum. “Quando precisam, realmente cedemos vagas [que, na verdade, são pagas sem seguir a tabela SUS]. Temos interesse. Muita gente cria obstáculos para isso. Mas tem pessoas precisando nas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] e aqui temos leitos sobrando”.

*Correio do Estado

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