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Deputado disse que foi cotado para ser prefeito em 2016 - Foto: AL/MS

Márcio Fernandes quer ser prefeito de Campo Grande

Deputado estadual Márcio Fernandes MDB declarou que pretende se candidatar a prefeito de Campo Grande em 2020. “Já era pra eu ser na (eleição) passada mas resolvi adiar esse projeto”, disse o parlamentar.

Fernandes está em seu quatro mandato na Casa de Leis e declarou que já tem o aval do presidente da Assembleia deputado Júnior Mochi (MDB). “Júnior Mochi me deu total apoio nesse projeto”, reforçou ele.

O deputado defendeu que o MDB precisa voltar a ser protagonista nas eleições do Estado. “Agora entendo que chegou minha vez e também o MDB apresentar uma opção”, disse.

De acordo com Fernandes, conversar ainda serão marcadas com integrantes do partido para avaliar a proposta. “MDB não teve candidatura própria em 2016 e isso não gerou bons resultados”, defendeu ele.

No ano de 2016, o parlamentar disse que seu nome foi cotado para a disputa da Prefeitura de Campo Grande, mas ele desistiu de última hora. “Aquele não era o momento”, justificou.

LIDERANÇAS EMERGENTES

Há dois dias o jornal Correio do Estado publicou sobre o resultado das eleições deste ano, em que novas lideranças foram reveladas em Mato Grosso do Sul. Novoso nomes tiveram número significativo de votos e poderão tomar o posto dos políticos mais tarimbados a partir das próximas eleições. Essa manifestação do eleitor de buscar a renovação, acendeu sinal de alerta, inclusive, no prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD). Até 7 de outubro, data da eleição do primeiro turno, ele não tinha adversários para ameaçar a sua reeleição no pleito de 2020, por falta de lideranças com densidade eleitoral nos grandes partidos.

A disputa eleitoral deste ano abriu caminho para estreantes sonharem com as eleições municipais, em 2020. Um deles é o procurador de Justiça, Sérgio Harfouche (PSC). Ele concorreu ao Senado sem apoio, sem estrutura e foi o mais votado em Campo Grande com 163.314 votos. Harfouche não foi eleito, ficou em terceiro lugar no total dos votos.

O procurador declarou que o Senado é seu projeto principal, mas que não descarta essa possibilidade, de ser candidato a prefeito de Campo Grande.

Outro que também sinalizou a possibilidade foi o juiz Odilon de Oliveira (PDT). Ele deu susto no governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) com sua expressiva votação em Campo Grande. O governador recebeu 243.742 votos e o juiz 215.193. A diferença em favor de Azambuja foi de 28.549 votos, bem longe da votação recebida em 2014, quando bateu o então senador Delcídio do Amaral (PT na época)  por 123.872 votos de vantagem.

*Correio do Estado

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