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Campanha republicana removida do Facebook (Foto/Reprodução)

Facebook retira anúncio anti-imigração de Trump: ‘Sensacionalista’

Facebook anunciou nesta segunda-feira 5 que decidiu retirar o controverso anúncio anti-imigração da campanha do Partido Republicano para as eleições de meio de mandato por considerar que seu conteúdo “sensacionalista” transgride as políticas da rede social.

Em comunicado, a empresa comandada por Mark Zuckerberg indicou que, embora o vídeo continue podendo ser compartilhado pelos usuários, a rede social não permitirá que se pague para ampliar sua divulgação, como ocorria até agora.

Meios de comunicação locais calculam que os republicanos gastaram entre 28 000 e 100 000 dólares para promover o anúncio no Facebook e que este recebeu entre 2,8 milhões e 5 milhões de visitas na plataforma.

As eleições de meio de mandato são realizadas nesta terça-feira 6 nos Estados Unidos. Os americanos irão às urnas para escolher todos os 435 deputados que compõem a Câmara dos Representantes e 35 dos 100 assentos do Senado. Além disso, serão eleitos 39 governadores e diversos cargos estaduais e municipais. Referendos sobre legislações estaduais também são votados.

A ação do Facebook acontece depois que duas das principais emissoras de televisão do país, a NBC e a conservadora Fox News, tomarem a mesma decisão nas últimas horas. A CNN negou transmitir a propaganda desde o primeiro momento, afirmando que o conteúdo era racista.

O anúncio relaciona os migrantes da caravana procedente da América Central a um criminoso condenado nos Estados Unidos por matar dois policiais em 2014, Luis Bracamontes.

“Os perigosos criminosos ilegais como o assassino de policiais Luis Bracamontes não se importam com nossas leis”, assegura a propaganda, uma versão resumida de outra compartilhada pelo próprio Trump na semana passada em sua conta do Twitter, que também incluía uma acusação aos democratas por permitir que Bracamontes entrasse no país.

Bloqueio de contas

O Facebook também anunciou o fechamento de 30 das suas contas e outras 85 do Instagram depois que as autoridades americanas alertaram de seus vínculos com “entidades estrangeiras”.

“No domingo, durante a noite, as forças de segurança dos Estados Unidos entraram em contato conosco devido a uma atividade online que tinham detectado recentemente e que acreditavam estar vinculada a entidades estrangeiras”, indicou em comunicado a rede social.

A companhia com sede em Menlo Park, na Califórnia, identificou então 30 contas do Facebook e 85 do Instagram que participavam de um aparente “comportamento coordenado inédito”.

“Bloqueamos imediatamente essas contas e agora as estamos investigando com mais profundidade”, acrescentou a empresa.

Segundo o Facebook, a maioria das 30 contas nessa rede social estavam em francês e russo, enquanto as 85 do Instagram, em inglês. Algumas estavam focadas em famosos e outras no debate “político”.

“Normalmente, iríamos além na nossa investigação antes de anunciar algo publicamente. Mas, dado que estamos a um só dia de eleições importantes nos EUA, queríamos informar nossa ação e os fatos que sabemos”, concluiu a empresa, no comunicado divulgado nesta segunda.

*Com EFE

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