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Depredação tinha sigla do PCC e cores variadas - Foto: Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Vândalos pulam muro e picham unidade de saúde na Capital

A Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Vila Cox, no bairro Santa Luzia, sofreu vandalismo no último fim de semana. A unidade estava sem a segurança da Guarda Municipal por conta das eleições, que estavam acontecendo em todo o país no domingo (7).

Segundo o gerente da UBSF, Davi Fernandes, ao chegar na segunda-feira (8), às 7h, para abrir a unidade, ele se deparou com as paredes externas do fundo cobertas por tinta azul, vermelha e amarela. O local, além de estar sem segurança, também não tem câmeras de vigilância. “Eu cheguei e vi tudo isso; imediatamente fui e fiz o boletim de ocorrência, mas ainda não tem nenhuma suspeita”, contou.

Os muros baixos da UBSF facilitaram a entrada dos vândalos pelos fundos da unidade, que picharam paredes, portas e janelas. Entre as pichações, há as siglas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A UBSF Vila Cox foi inaugurada no mês de agosto, dentro da programação de aniversário de 119 anos de Campo Grande. Na próxima segunda (15), o Secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, irá até a unidade para avaliar os prejuízos causados pela ação e definir uma data para a reparação.

De acordo com o artigo 163 do Código Penal Brasileiro, vandalismo é crime e o autor do delito fica sujeito a prisão e multa, por danos ao patrimônio público.

OUTRO CASO

O episódio ocorreu no fim de semana, entre os dias 22 e 23 de setembro, na Assossiação Juliano Varela, onde um grupo pulou o muro para entrar na piscina e encontrou o material de artes, que foi jogado ao chão e nas telas. Pelo menos 10 trabalhos que já estavam prontos foram estragados.

Na segunda-feira (24), a coordenação do polo suspendeu as aulas para limpar tudo e evitar que os alunos vissem todo cenário. No canto da quadra, onde ficava parte do material das aulas da professora Monique, de 60 anos, ainda é possível ver os rastros do vandalismo. “A cena do crime está escondida, colocamos ali um painel para tampar, porque ficou muito feia a parede”, recorda a professora.

A notícia chegou aos alunos e, quando as aulas retornaram, na terça-feira (25), eles já sabiam que parte do material havia sido perdida.

“Viram nos noticiários e também a família comentou, então já chegaram falando: ‘Nossa, poxa, estragaram nosso quadro, nosso material’, ficaram bem tristes”, diz professora.

Alguns dos trabalhos dos alunos foram salvos por estarem guardados em um armário trancado; agora, eles pintam mais telas para a exposição. O vandalismo não foi para o lixo e vai ganhar espaço na mostra.

“Não vou jogar fora, faremos uma instalação com os estragados. Montar um ambiente para passar uma mensagem. A instalação é uma modalidade da arte contemporânea e conceitual também”, finaliza.
A mostra será no dia 22 de novembro, no Marco, na Rua Antônio Maria Coelho, 6.000.

*Correio do Estado

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