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Imigrantes venezuelanos caminham pela fronteira de Roraima - 07/03/2018 (Antonio Milena/VEJA)

ONU: quase 2 milhões de pessoas deixaram a Venezuela desde 2015

Pelo menos 1,9 milhão de pessoas deixaram a Venezuela desde 2015, fugindo da crise econômica e política que o país atravessa – informou a ONU nesta segunda-feira (1).

“Com mais de 2,6 milhões de pessoas no exterior do país atualmente, é crucial uma perspectiva apolítica e humanitária para ajudar os países que os recebem em um número que vai crescendo”, declarou o alto comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, durante a abertura da reunião anual do comitê executivo do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) que acontece esta semana em Genebra.

“Cerca de 5.000 pessoas deixam a Venezuela por dia hoje. É o maior movimento de população na história recente da América Latina”, acrescentou.

“Segundo os dados oficiais do governo, estimamos que 1,9 milhão de venezuelanos deixaram seu país desde 2015 para se dirigir, principalmente, para outros países da América do Sul como Brasil, Colômbia, Equador e Peru”, afirmou o porta-voz da Acnur, William Spindler.

O Acnur e a Organização Internacional para as Migrações anunciaram, em 19 de setembro, a nomeação do ex-vice-presidente da Guatemala Eduardo Stein como representante especial para a crise migratória venezuelana.

A população venezuelana está asfixiada por uma crise econômica caracterizada pela hiperinflação, pobreza, falta de serviços públicos e escassez de artigos de primeira necessidade, especialmente remédios e alimentos. Isso provocou um êxodo em massa de centenas de milhares de venezuelanos.

“Felicito os Estados que mantiveram suas fronteiras abertas e que oferecem asilo, ou outras formas de estância legal” para os venezuelanos, disse Grandi.

“Ainda resta muito por fazer para garantir a coerência regional da resposta dada em matéria de proteção” dos indivíduos, advertiu.

Refugiados no Brasil

Roraima tornou-se a principal porta de entrada de venezuelanos no Brasil. Com a ajuda da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o governo adotou um programa mais intenso para transferir venezuelanos para outras cidades e estados do país.

No final de agosto, o presidente Michel Temer assinou decreto que autoriza e facilita a ação do Exército no estado.

A decisão foi tomada pouco depois de cenas de violência na cidade fronteiriça de Pacaraima. Venezuelanos tiveram seus acampamentos e pertences queimados e destruídos por brasileiros revoltados com o assalto e a agressão a um comerciante local em 18 de agosto.

*Com AFP

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