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Foto aérea dá noção da destruição causada após o terremoto de 7,5 graus de magnitude seguido de tsunami, em Palu, no centro de Sulawesi, na Indonésia - 01/10/2018 (Hafidz Mubarak A/Antara Foto/Reuters)

Centenas de vítimas ainda estão soterradas após catástrofes na Indonésia

As autoridades da Indonésia aumentaram para 844 nesta segunda-feira o número de mortos nos terremotos e tsunami que atingiram a ilha de Celebes na sexta-feira passada, mas alertaram que muitas vítimas ainda estão sob a lama e os escombros.

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, afirmou em entrevista coletiva em Jacarta que o número de mortos ainda aumentará porque há “centenas de vítimas” soterradas em Petobo, uma área de Palu.

Das 844 mortes, 821 foram registradas em Palu, doze em Parigi Moutong e onze no distrito de Danggala, segundo os dados oficiais. A lista ainda conta com 90 desaparecidos, 632 feridos internados em diversos hospitais e 48.025 pessoas atendidas em 103 centros de amparo.

Sutopo comentou que ajuda humanitária começou a ser concedida aos afetados e que o restabelecimento do serviço de energia elétrica continua sendo uma prioridade.

Dezenas de agências humanitárias e ONGs ofereceram ajuda ao país, mas o envio de material à região é muito complicado: estradas estão bloqueadas e os aeroportos muito danificados.

“Não temos muita comida. Só conseguimos pegar o que estava em casa. E precisamos de água potável”, disse Samsinar Zaid Moga, uma moradora de 46 anos de Palu.

“O mais importante são as barracas, porque choveu e há muitas crianças aqui”, afirmou sua irmã, Siti Damra.

Enterros em massa

Voluntários indonésios cavavam nesta segunda-feira uma fossa comum para enterrar as centenas de vítimas. Em Poboya, nas colinas que cercam Palu, a gigantesca fossa tem capacidade para 1.300 corpos.

Três caminhões lotados de cadáveres chegaram ao local. Os corpos foram colocados, um por um, na fossa e cobertos com terra.

Em um primeiro momento, as autoridades reuniram os corpos em necrotérios improvisados para poder identificá-los, mas ante o risco sanitário, decidiram organizar enterros em massa.

Devastação

Em Balaroa, bairro da periferia de Palu com uma zona residencial, os danos foram catastróficos. A área se transformou em um terreno baldio coberto por árvores derrubadas, blocos de cimento, pedaços de telhado e móveis destruídos.

Em um cenário de devastação, as equipes de resgate lutam contra o tempo para encontrar sobreviventes e retirá-los dos escombros.

Nesta segunda-feira, as equipes trabalhavam entre os destroços do hotel Roa Roa, onde as autoridades acreditam que entre 50 e 60 pessoas podem ter sido sepultadas. Até o momento, duas pessoas foram resgatadas com vida no local, segundo uma fonte oficial.

Muitos moradores procuram os parentes desaparecidos nos hospitais ou necrotérios improvisados.

Fuga de detentos

Fontes do governo local informaram que 1.200 detentos escaparam de três prisões da região.

Em um centro de detenção de Palu, construído para receber 120 pessoas, vários dos 581 detentos fugiram quando os muros desabaram. Na prisão de Donggala aconteceu um incêndio, ao que parece provocado pelos próprios prisioneiros, e os 343 detidos escaparam do local.

“Se assustaram quando souberam que o terremoto havia sacudido fortemente Donggala”, afirmou Sri Puguh Utami, funcionária do ministério da Justiça.

“Os diretores da prisão negociaram com os detentos para permitir que se informassem sobre a situação de suas famílias. Mas alguns não tiveram paciência e colocaram fogo no local”.

As autoridades anunciaram que 71 estrangeiros estavam em Palu no momento do terremoto, a maioria deles já localizados e em processo de retorno a seus países.

O aeroporto de Palu reabriu no domingo para voos comerciais, mas as autoridades avisaram que a prioridade será a ajuda humanitária, que tem chegado em aviões e helicópteros militares.

A Indonésia, um arquipélago de 17.000 ilhas, fica no Anel de Fogo do Pacífico e é um dos países do mundo mais propensos a sofrer desastres naturais.

O terremoto de sexta-feira, de 7,5 graus de magnitude, foi mais potente que os tremores que deixaram mais de 500 mortos e 1.500 feridos na ilha indonésia de Lombok em agosto.

*Com EFE e AFP

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