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Deputados estaduais durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul - Foto: Luciana Nassar/AL-MS

Deputados desistem de férias após críticas dos eleitores

O deputado  estadual Paulo Corrêa (PSDB) autor do pedido de “férias coletivas” para fazer campanha retirou a proposta, nesta quarta-feira (26), após repercussão negativa de eleitores. As críticas vieram depois de reportagem feita pelo Correio do Estado.

“Não preciso de férias, confere meu ponto para saber se sou deputado faltoso. Agora se alguém quiser fazer o pedido, vai ser outra pessoa (deputado)”, declarou Corrêa, durante sessão.

O parlamentar tinha apresentado a proposta na semana passada com o objetivo de proporcionar mais tempo para os deputados, que são candidatos, fazerem campanha e também porque o parlamentar considera injusto alguns colegas participarem das sessões assiduamente enquanto outros sempre faltam.

De acordo com Corrêa, já que a falta de quórum tem sido frequente, a ideia seria dar férias coletivas a todos os deputados para que possam, unanimemente, se dedicarem a campanha.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júnior Mochi (MDB) havia declarado ser favorável à proposta ele ainda conversaria com os líderes de bancada da Casa para que a questão de ordem fosse aprovada.

O líder do MDB no legislativo, Eduardo Rocha adiantou que era a favor da ideia do tucano. Mas outro correligionário de Corrêa foi contrário ao pedido. “Deveria tocar normal, nunca fizemos isso (férias fora de tempo), creio que dá para conciliar”, defendeu Rinaldo Modesto, líder do governo na Casa.

A princípio, quando Corrêa anunciou a proposta, muitos foram a favor e teve até aqueles que usaram de exemplo o que tem ocorrido no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, em que as atividades estão suspensas por 15 dias até as eleições.

Porém os deputados Paulo Siufi (MDB) e os petistas Cabo Almi e Pedro Kemp foram contrários. “Não tem acordo de liderança, não sei quem inventou isso”, rebateu Kemp.

A sessão de hoje teve quórum, três projetos foram apreciados, porém as atividades terminaram antes das 11h20, o que não era de costume, antes da largada para a corrida eleitoral.

Se a proposta de Corrêa fosse aprovada pelos líderes dos partidos na Casa, nos dias 2,3 e 4 de outubro não teriam sessões legislativas. As eleições estão marcadas para o dia 7 de outubro.

*Correio do Estado

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