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Lava Jato prende sócio de corretora no RJ

Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira João Paulo de Pinho Lopes em um desdobramento da operação Lava Jato no Rio de Janeiro. A ordem de prisão foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do estado. Segundo informações do Bom Dia Brasil, a base da investigação é uma delação premiada do ex-subsecretário de Transportes do RJ Luiz Carlos Velloso.

No acordo homologado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, Velloso afirmou ter usado uma conta na corretora Advalor, da qual João Paulo Pinho Lopes é sócio, para movimentar valores em benefício de Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e para Júlio Lopes, deputado federal pelo PP-RJ e ex-secretário de Transportes do Rio. Os dois não são alvos da operação de hoje e, como têm foro privilegiado, são investigados em outras instâncias.

A corretora Advalor já foi alvo de buscas da Polícia Federal em março de 2017, em uma das fases da Lava Jato. A empresa foi citada nas delações premiadas por diversos colaboradores como um grupo que atuava em lavagem de dinheiro e pagamento de propinas em contratos da Petrobras com empreiteiras.

Velloso é investigado em um processo que apura se houve corrupção na construção da Linha-4 do Metrô do Rio de Janeiro. Segundo o MPF, a Secretaria de Transportes mantinha um esquema de cobrança de propinas das empreiteiras e, em depoimento, ele disse que 3,5 milhões de reais em propinas pagas por empreiteiras passaram pela corretora. Os valores, ainda segundo o delator, teve como destino a campanha de Julio Lopes, além de pagar despesas pessoais dele e do deputado.

O ministro do TCU Augusto Nardes já foi alvo de um mandado de busca e apreensão determinada por Dias Toffoli em ação que também teve como base a delação de Velloso. Além de ex-deputado do PP, Nardes também foi o relator do processo das “pedaladas fiscais na corte”, que serviu de base para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

*Veja

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