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Prazo para resgate de time na Tailândia aperta

O prazo para resgatar os adolescentes presos em uma caverna na Tailândia fica cada vez mais apertado. Autoridades locais afirmam que o ideal seria libertar o grupo dentro de três a quatro dias, pela diminuição do nível de oxigênio, aumento de dióxido de carbono e previsão de novas chuvas.

Segundo informações do jornal The Guardian, Narongsak Osatanakorn, governador de Chiang Rai, disse neste sábado que a operação para drenar água tem sido um sucesso. Contudo, a previsão de novas chuvas preocupa. “Os próximos três a quatro dias serão o período mais favorável para a operação de resgate, usando um dos nossos planos. Se esperarmos muito, não sabemos o quanto vai chover”, disse em coletiva de imprensa. Segundo o governador, um alto índice de chuva teria o efeito de um “tsunami” dentro da caverna.

Dois outros fatores determinam a pressa da ação. O primeiro é a qualidade do ar onde os doze garotos e o treinador de 25 anos estão, que caiu para 15%, sendo que índices saudáveis ficam acima de 21%. “Se o oxigênio cair abaixo de 12%, vai afetar o cérebro. Eles podem entrar em choque.”

Piora a situação o aumento do dióxido de carbono na caverna, exalado pelo próprio time de resgate. “Não importa qual o nível de oxigênio, não sobrevivemos com muito dióxido de carbono, pois nosso sangue fica tóxico”, diz.

Corte transversal de cavernas na Tailândia onde um time de futebol está preso.

Corte transversal de cavernas na Tailândia onde um time de futebol está preso. (Arte/VEJA)

“A princípio, pensávamos que as crianças poderiam ficar durante muito tempo. Mas a situação mudou, e agora nos resta um tempo limitado”, declarou o comandante da Marinha, Apakorn Yookongkaew, um dos coordenadores da célula de crise.

Horas de mergulho

No momento, um mergulhador experiente precisa de 11 horas para fazer uma viagem de ida e volta até o local em que estão os jovens: seis de ida e cinco para volta, graças à ajuda da corrente.

O trajeto tem vários quilômetros e inclui passagens estreitas e trechos sob a água. Mas os socorristas evitam se pronunciar a favor de um resgate dos meninos através do mergulho.

Tempo de percurso com mergulho em caverna na Tailândia onde equipe de futebol está presa. (Arte/VEJA)

No momento, os socorristas dizem que preferem esperar a água baixar e manter o grupo na caverna até que possa ser retirado caminhando, com uma parte mínima de trechos submersos, que seriam percorridos com máscaras.

Esta é a opção privilegiada pelas autoridades, que instalaram um amplo sistema de bombeamento da água, com a ajuda de engenheiros japoneses, e já retiraram da caverna um volume equivalente a mais de 50 piscinas olímpicas.

As tempestades de monção provocaram o bloqueio dos meninos na caverna no dia 23 de junho, quando o grupo decidiu, por um motivo que ainda não está claro, entrar no local depois do treino de futebol.

Ao mesmo tempo, a equipe de resgate procura uma via de entrada a partir do topo da montanha que esteja conectada, ou que seja fácil de conectar com um trabalho de perfuração à parte da caverna em que estão as crianças.

*Veja

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