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Brasil x Bélgica: craques e promessa de ‘futebol bonito’

Kazan – A Copa do Mundo de 2018 receberá nesta sexta-feira um de seus duelos mais badalados: a seleção brasileira, maior campeã do torneio e em boa fase, encara a melhor geração da Bélgica, que apesar de ter jogado todo o favoritismo para o lado do Brasil, tem diversos jogadores renomados e condições de voltar à semifinal depois de 32 anos. O jogo das quartas de final na Arena Kazan, começa às 15h (de Brasilia) e, segundo os técnicos Tite e Roberto Martínez, será de altíssimo nível.

“O poder criativo da Bélgica é muito forte, são dois times que primam pelo futebol bonito. Eles têm um grande técnico, uma bela campanha… Será um grande jogo”, cravou Tite. Se do lado do Brasil, os destaques são NeymarPhilippe Coutinho e Marcelo – o último volta ao time depois de dois jogos lesionado – pela Bélgica as esperanças são Eden Hazard, do Chelsea, Kevin De Bruyne, do Manchester City, e Romelu Lukaku, do Manchester United, todos jogadores consagrados por clubes, mas ainda buscando a glória por suas seleções.

“Compartilhamos algumas visões. Tenho respeito imenso pelo Brasil e por Tite, mas o jogo não é dos técnicos, é dos jogadores. O talento individual é uma grande arma de ambas as equipes. Queremos jogar abertos, somos dois times que buscam mais o gol do que se defender”, afirmou o espanhol Roberto Martínez, que dirige o time desde 2016 e está invicto há 23 partidas – perdeu apenas um jogo, sua estreia contra a Espanha. Segundo ele, este tem tudo para ser “o melhor jogo da Copa”. Brasil e Bélgica só se encontraram em Copas uma vez, nas oitavas de final de 2002: vitoria brasileira por 2 a 0, com gols de Rivaldo e Ronaldo, em jogo duríssimo para a equipe que se sagraria pentacampeã.

Hazard, o craque e capitão da Bélgica (Shaun Botterill/Getty Images)

O jogo desta sexta coloca frente a frente o melhor ataque da competição – a Bélgica venceu todos os seus quatro jogos e marcou 12 gols – contra a melhor defesa e time mais equilibrado do torneio – o Brasil sofreu apenas um e marcou sete. Romelu Lukaku, o artilheiro da Bélgica no torneio com quatro gols, concedeu entrevista na véspera e, em bom português, defendeu Neymar das críticas. O zagueiro Miranda, que será o capitão do Brasil pela segunda vez neste Mundial, foi questionado sobre como marcar o forte centroavante belga e preferiu ressaltar toda a equipe adversária.

“É um grande atacante, mas a Bélgica não é só Lukaku. A principal maneira de parar o adversário é estar atento a todas as jogadas, porque a Bélgica tem vários jogadores de qualidade e decisivos, habilidosos, verticais. Nosso sistema defensivo vai entrar muito bem preparado para neutralizar todas as armas adversárias.”

Fernandinho em campo e receio com Paulinho

A seleção brasileira terá um desfalque importante: Casemiro, o jogador mais marcador do meio-campo, está suspenso pois levou dois cartões amarelos e será substituído por Fernandinho. Tite deve, então, recuar um pouco o meio-campista Paulinho, para reforçar a marcação em Hazard e De Bruyne. O meio-campista do Barcelona foi substituído nas quatro partidas e vem enfrentando problemas físicos. Contra o México, Paulinho deixou o campo com uma pancada e preocupa a comissão, ainda mais em um jogo que pode ter 120 minutos em caso de empate no tempo regulamentar.

Tite, porém, adiantou que conta com os reservas Renato Augusto e Fred e revelou que pode até escalar o zagueiro Marquinhos. “Ele já jogou nesta posição e tem todas as ferramentas.” Marquinhos, aliás, ganhou ainda mais importância no elenco depois do anúncio do corte do lateral Danilo, que voltou a se lesionar e está fora da Copa. O polivalente jogador do PSG, que perdeu a titularidade na zaga para Thiago Silva às vésperas da Copa, passa agora a ser o reserva para a zaga e para a lateral-direita, cujo titular é Fagner, e opção como volante.

Do lado da Bélgica, o técnico Martínez não confirmou a escalação e pode fazer mudanças no meio-campo para encarar o Brasil. A comissão de Tite, no entanto, garante que não será surpreendida. Segundo Cleber Xavier, a principal possibilidade é que o adversário promova as entradas de Fellaini e Chadli nas vagas de Mertens e Carrasco, para ganhar altura e vigor físico. “Estudamos bem a Bélgica, assim como eles certamente nos estudaram”, afirmou Cleber.

Apesar de ter apontado o Brasil como favorito – admiração sincera ou estratégia para tirar o peso? –, o técnico Martínez admitiu a empolgação pela oportunidade de igualar a melhor campanha da Bélgica e eliminar o país pentacampeão. “Não é preciso nenhum tipo de motivação extra para um jogo de Copa do Mundo contra o Brasil, essa oportunidade já é o bastante. Trabalhamos dois anos para isso.” Em suas redes sociais, Kevin De Bruyne se disse “mais do que pronto” para o duelo.

*Placar

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