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GRUPO B – Marrocos: primeira missão é não sofrer gols

Para ser um dos classificados do Grupo B, que tem Portugal e Espanha como favoritos, não sofrer gols é um boa estratégia. Esse é o trunfo da seleção do Marrocos: o craque do time está na defesa. O zagueiro Mehdi Benatia é titular absoluto da Juventus, da Itália, e liderou sua seleção nas Eliminatórias Africanas para a Copa do Mundo da Rússia, com apenas uma derrota em oito jogos — quando sofreu o único gol na campanha (na segunda partida do torneio, contra Guiné Equatorial).

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018

Foi de Benatia o gol de cabeça que fechou a vitória por 2 a 0 sobre a Costa do Marfim, na última rodada, e definiu a vaga para o Mundial, promovendo o retorno do Marrocos depois de vinte anos. Por outro lado, o bom goleiro Munir Mohamedi ficou grande parte da temporada na reserva do Numancia, da segunda divisão espanhola, e pode ter problemas com a falta da ritmo.

Os demais nomes da linha defensiva foram improvisados em suas posições, pois jogam de forma diferente em seus clubes. Na lateral-direita, Nabil Dirar, que atua como volante no Fenerbahçe, da Turquia. Na zaga, ao lado de Benatia, o também volante Romain Saiss, do Wolverhampton, da segunda divisão inglesa. Na lateral-esquerda, o promissor Achraf Hakimi, reserva do espanhol Real Madrid pela direita. Soluções encontradas pelo técnico Hervé Renard para acomodar entre os titulares tantos jogadores com bagagem nos principais centros europeus.

O treinador, francês, tem vitorioso currículo no futebol africano. Já ganhou a Copa Africana de Nações duas vezes, com Zâmbia (2012) e Costa do Marfim (2015). Em fevereiro deste ano, levou o Marrocos ao título do modesto Campeonato das Nações Africanas, disputado apenas com jogadores que atuam em clubes locais. Foi, no entanto, a primeira conquista continental do país após 42 anos e serviu para revelar o jovem atacante Ayoub El Kaabi, do RS Berkane, um dos poucos que não atua no exterior.

Apesar da notoriedade da defesa, os “leões do Atlas” jogam num ousado esquema tático (4-3-3) e têm bons destaques no ataque. Hakim Ziyech, camisa 10 do Ajax, da Holanda, país onde nasceu e pelo qual atuou nas seleções de base. Ao se profissionalizar, acabou atendendo ao chamado de seu país ascendente, o Marrocos. A mesma escolha fez o atacante Oussama Tannane, também nascido na Holanda, que joga no espanhol Las Palmas. O goleador é Khalid Boutaib (francês), do Malatyasport, da Turquia.

Em 1986, na melhor campanha marroquina em Mundiais, a vaga nas oitavas veio após vitória sobre Portugal por 3 a 1. O reencontro está marcado para a segunda rodada. Repetir a façanha será um grande passo para que uma das zebras desta Copa saia do Grupo B.

Além dos duros desafios contra portugueses e espanhóis, Marrocos enfrenta a frágil equipe do Irã, coadjuvante na chave.

*Veja

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