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Renda média do trabalhador diminui R$ 14

renda do trabalhador brasileiro diminui entre 2016 e 2017. De acordo com a PNAD Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), publicada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o rendimento médio mensal real domiciliar per capita caiu 14 reais. Em 2017, o brasileiro recebia, em média, 1.271 reais contra 1.285 reais em 2016. As regiões Norte, com 810 reais, e a Nordeste, com 808 reais, apresentaram os menores valores. A Região Sul, por sua vez, teve o maior rendimento médico, com 1.567 reais.

Segundo a pesquisa, em 2017, os 10% da população com os maiores rendimentos detinham 43,3% da massa de rendimentos do país, enquanto a parcela dos 10% com os menores rendimentos detinha 0,7% desta massa.

As pessoas que faziam parte do 1% dos brasileiros maiores rendimentos recebiam, em média, 27.213 reais, em 2017. Esse valor é 36,1 vezes maior que o rendimento médio dos 50% da população com os menores salários, 754 reais. Na região Nordeste essa razão foi de foi 44,9 vezes e na região sul, 25 vezes.

Em 2017, as pessoas que tinham algum rendimento (de todas as fontes) recebiam, em média, 2.112 reais contra 2.124 reais em 2016.

Ainda em 2017, 13,7% dos domicílios brasileiros recebiam dinheiro referente ao Programa Bolsa Família, uma participação inferior à de 2016 (14,3%). As regiões Norte (25,8%) e Nordeste (28,4%) apresentaram os maiores percentuais. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família foi de 324 reais e naqueles que não recebiam foi de 1.489 reais.

Desigualdade

desigualdade aumentou em quatro das cinco grandes regiões do Brasil, entre 2016 para 2017.  O Índice de Gini – indicador mede a desigualdade de renda – referente ao rendimento médio real domiciliar per capita manteve-se em 0,549 em 2017. A estabilidade em comparação ao ano anterior ocorreu por conta de uma queda na região Sudeste, onde o Gini passou de 0,535 em 2016 para 0,529 no ano passado. Em todas as demais regiões, porém, houve piora.

Numa escala de 0 a 1, quanto maior o indicador, pior é a distribuição dos rendimentos. No Nordeste, o Gini subiu de 0,555 em 2016 para 0,567 em 2017; no Norte, passou de 0,539 para 0,544; no Sul, de 0,473 para 0,477; e no Centro-Oeste, de 0,523 para 0,536.

*Veja

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