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Putin cogita fornecer mísseis aos sírios

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou o ataque com mísseis liderado pelos Estados Unidos contra a Síria e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, disse o Kremlin neste sábado, em comunicado.

Putin afirmou que as ações dos EUA na Síria pioraram a catástrofe humanitária e causaram dor aos civis, além de prejudicar as relações internacionais. O governo russo apoia o regime do ditador sírio Bashar al-Assad.

Antes, o embaixador da Rússia em Washington, Anatoly Antonov, disse que a ofensiva “não ficará sem consequências”.  “Os piores presságios foram cumpridos, eles não escutaram nossas advertências e voltaram a nos ameaçar. Tínhamos advertido que estas ações não ficariam sem consequências. Toda a responsabilidade recai em Washington, Londres e Paris”, disse Antonov, em uma declaração oficial divulgada pela Embaixada.

Mísseis

Moscou pode considerar o fornecimento de sistemas de mísseis terra-ar S-300 para a Síria e “outros países”, disse o coronel-general Sergei Rudskoi em um briefing televisionado no sábado.

A Rússia “recusou-se” a fornecer esses mísseis à Síria há alguns anos, acrescentou, “levando em conta o forte pedido de alguns de nossos parceiros ocidentais”.

Mas após os ataques liderados pelos EUA “consideramos possível voltar ao exame desta questão não apenas em relação à Síria, mas também a outros países”, disse Rudskoi.

O sistema de defesa aérea da Síria, que consiste principalmente de sistemas fabricados na União Soviética, interceptou 71 dos mísseis disparados no sábado pelas forças norte-americanas, britânicas e francesas, acrescentou.

“No último ano e meio, a Rússia restaurou totalmente o sistema de defesa aérea da Síria e continua a atualizá-lo ainda mais”, disse Rudskoi.

Entenda

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, anunciou na noite desta sexta-feira que ordenou ataques aéreos na Síria. A ação americana foi realizada em conjunto com a França e com o Reino Unido e é uma resposta ao suposto uso de armas químicas pelo regime do ditador sírio, Bashar al-Assad, que deixou dezenas mortos e centenas de feridos no país no último fim de semana em um dos últimos redutos rebeldes do país, a cidade de Duma, nas proximidades de Damasco.

Os bombardeios ordenados pelo presidente dos Estados Unidos miraram três alvos na Síria. Segundo informações de autoridades militares dos EUA, os ataques atingiram um centro de pesquisa científica com uma pista de decolagem de aviação localizado em Damasco, capital síria, uma instalação de armazenamento de armas químicas em Homs, onde supostamente estaria a reserva de gás Sarin do regime do ditador Bashar al-Assad, e outra instalação próxima e com a mesma função, que continha também um posto de comando da Guarda Revolucionária da Síria.

*Com Reuters

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