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Custo por leito é considerado abusivo pela Sesau

O funcionamento de cada novo leito da unidade do trauma da Santa Casa de Campo Grande custará R$ 79,3 mil, prevê o hospital.

Isso porque a Associação Beneficente (ABCG), que administra a unidade, solicitou R$ 10 milhões de repasse extra por mês ao Ministério da Saúde. A quantia complementar – já que atualmente o repasse mensal é de R$ 20,3 milhões – é para a operação do anexo, que terá 126 leitos, cuja obra deve ser entregue em janeiro.

Para a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o valor de quase R$ 80 mil por leito a cada mês é impraticável e fora da realidade. Isso porque o hospital não revela como chegou a esse custo e também não explica como foram feitos os cálculos.

Caso seja aprovado, o novo custeio vai elevar o repasse anual em R$ 120 milhões, passando de R$ 243,6 milhões atuais para R$ 363,6 milhões.

“A gente não sabe como chegaram a esse valor do custeio em R$ 10 milhões. A Santa Casa também não sabe e não nos explica”, questiona o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela.

“É  um valor muito alto, que não condiz com a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para um anexo, para o custeio de um hospital que já opera e já recebe R$ 20,3 milhões por mês”, analisou.

Na reunião entre a Sesau e a diretoria da ABCG, realizada no dia 6 de dezembro, a associação apresentou a quantia necessária, de acordo com a Santa Casa, para o custeio mensal da unidade.

*Correio do Estado

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