Eleições em Campo Grande mostram grandes rivalidades

Campo Grande estará elegendo este ano o nono prefeito desde quando se tornou Capital, em 1979. Mas a primeira eleição direta para prefeito foi em 1985. Neste curto período há muitas histórias a serem contadas da política da principal cidade de Mato Grosso do Sul.

Desde quando passou a ser Capital de Mato Grosso do Sul, em 1979, a velha guarda da política remanescente do Estado unificado de Mato Grosso comandou a transição da divisão, mas os conflitos abriram espaço para o surgimento de novas lideranças. Destacam-se Levy Dias, Marcelo Miranda, Londres Machado e outros políticos.

As atenções sempre foram voltadas para Campo Grande. Como Capital de Mato Grosso do Sul, seria porta de entrada para os postulantes alcançarem o Governo do Estado. Mas isto não ocorreu na prática em decorrência das profundas divergências políticas dos grupos dominantes.

A vantagem da notoriedade política do prefeito de Campo Grande não refletia nas urnas dos municípios do interior. Por isto do fracasso de alguns gestores públicos da Capital na disputa pelo poder estadual.

As curiosidades da escolha dos prefeitos de Campo Grande são divididas entre antes (a partir de 1979) e depois das eleições diretas (1985). Anteriormente, era de responsabilidade do governador do Estado a nomeação do prefeito das capitais. Depois o povo foi convocado a eleger – por voto direto e secreto – o
administrador da cidade.

Dos eleitos para conduzir os destinos de Campo Grande, encerraram o mandato com elevado índice de aprovação, mas saíram frustrados da disputa para governador e há ainda aqueles que nem sequer conseguiram viabilizar candidatura.

Como era o caso de Levy Dias, liderança de grande expressão, que esbarrou em Pedro Pedrossian na disputa interna do PDS pela indicação do candidato a governador nas eleições de 1982. O escolhido foi o prefeito de Dourados, José Elias Moreira. Ele acabou derrotado por Wilson Barbosa Martins (PMDB) por pouco mais de 20 mil votos.

Levy foi eleito prefeito em 1973 antes da divisão do Estado de Mato Grosso e depois voltou à prefeitura, em 1980, pelas mãos do governador Pedro Pedrossian depois de reatarem aliança política. Ele assumiu cargo com Campo Grande já na condição de Capital de Mato Grosso do Sul.

*Correio do Estado

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