Bancada de MS se divide sobre Projeto de Lei de funcionalismo

Dois integrantes da bancada sul-mato-grossense na Câmara dos Deputados se destacam entre os envolvidos na articulação da Casa de Leis da disputa da aprovação, ou rejeição, da PLP/257. O peemedebista Carlos Marun tem sido um soldado do governo para reforçar a necessidade de que a matéria seja aprovada, mesmo indicando a imposição rigorosa de controle dos gastos públicos, vinculada a repactuação do pagamento das dívidas dos estados. Para isso, ele mantem conversas permanentes com o Ministro da Fazenda, Henrique Meireles, sobre o assunto, enquanto Dagoberto Nogueira, do PDT, vai na linha contrária desse propósito, gastando boa parte do seu tempo em Brasília para valorizar a sua emenda no projeto.

“O governo tem buscado a votação desse PLP só que a maior parte da Câmara não esconde o desinteresse inclusive em votar essa matéria. O impacto que se aplica aos estados, se esse projeto passar, são complicadas, principalmente ao funcionalismo público, e por isso sou adverso à ideia. Tenho uma emenda que exclui todas as condicionantes para a repactuação da dívida com a União”, diz o parlamentar pedetista, que angariou já 110 assinaturas nos bastidores de compromisso com a sua emenda.

A intervenção de Dagoberto no texto original mantem somente a interrupção na prestação da dívida pública com carência de dez anos.

Para Marun, a proposta do colega do PDT é absolutamente incabível. O deputado federal, vice-líder do PMDB na Casa de Leis, enxerga o Governo Federal em um momento decisivo para a contenção da crise, e que por isso a PLP/257 representa um caminho, apesar da polêmica e descontentamento de muitos. Ele se mostra confiante na obtenção do apoio de 257 parlamentares à matéria.

“Não há como sair desse momento difícil da vida nacional sem sacrifícios e estamos tentando promover alguns ajustes e sabemos que não adianta aplicar um remédio que mate o paciente. Sou favorável a uma responsabilidade fiscal mais efetiva e penso que o PLP/257 no seu bojo está correto, sendo algo necessário. Se isso não ocorrer o Estado tende a chegar a uma convulsão”, relata.

*O Estado

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