Assassino de ex-mulher se diz arrependido

Assassino de matar ex-esposa com um tiro em 2013, não será enquadrado na nova lei 13.104/15, que inclui mais uma modalidade de homicídio qualificado, o feminicídio, que é quando o crime é praticado por razões da condição do sexo feminino, que é a violência doméstica e familiar e o menosprezo ou discriminação a condição de mulher.

Segundo o juiz da 2ª Vara, Aluízio Pereira dos Santos, na época no crime não existia a lei e o caso não se enquadra, pois não havia violência doméstica decorrente. Desde as 8h da manhã de hoje, 01, está ocorrendo o julgamento de Ney Calixto Ribeiro, 41 anos, acusado de matar a ex-mulher, Sirlei Machado Ferreira, 30 anos, com um tiro em maio de 2013.

Os dois tiveram uma relação por 10 anos e estavam separados a mais de 60 dias na época do crime, porém ainda moravam juntos, mas dormiam em quartos separados. Desde o crime, o autor permaneceu em liberdade e está cuidando da filha que teve com a vítima.  Ney é acusado por homicídio doloso, quando há intenção de matar, qualificado por motivo torpe, pois teria cometido o crime por não aceitar a separação e com recurso sem defesa da vítima, pois efetuou o disparo de maneira repentina quando ela se aproximava de Ney para conversar, impossibilitando qualquer forma de defesa da vítima e por porte ilegal de arma.

Durante o julgamento, Ney relatou que não estava separado da vítima e tinham uma relação boa, sobre o porte da arma, alegou que por ser caminhoneiro e ser roubado diversas vezes possuía a arma calibre 38, porém não apresentou nenhum boletim de ocorrência de roubo.  Em relação ao crime disse, “Eu não me lembro de nada desde que vi ela entrando na caminhonete, já chegou perto de mim me agredindo e xingando, só fui me dar conta no que fiz no dia seguinte” . Ele diz estar arrependido de ter matado Sirlei.

O defensor público Ronald Calixto, alega que ele não teve a intenção de matar, agiu sob “violenta emoção”, disse ainda que a vítima teria provocado e que a arma era pra se proteger devido o risco que sua profissão traz. Foram ouvidas duas informantes que possuem parentescos com o autor, ambos informaram que nunca viram o casal brigando e ainda relataram que Sirlei bebia demais e deixava a desejar como mãe, “quando contamos para ela (filha do casal) que a mãe havia morrido, ela não esboçou nenhuma reação, apenas abaixou a cabeça”, relatou uma das mulheres.

No Fórum, apenas parentes do autor se encontravam no local e não quiseram se manifestar sobre o caso. A condenação de Ney depende do júri que é composto com três homens e quatro mulheres, até o final dessa matéria ainda estava ocorrendo o julgamento.

O crime

No dia 25 de maio de 2013, Ney viu Sirlei entrando em uma caminhonete com uma amiga e mais dois rapazes após saírem de uma conveniência, aonde a vítima teria falado que estaria. Ele seguiu o carro de moto, até a rua rua Jabuti no bairro Jardim Canguru, local que os ocupantes viram que estavam sendo seguidos por ele.

Ao descer do veículo e ir falar com o Ney, Sirlei foi atingida por um tiro no peito e morreu no local. Três dias após o crime Ney se apresentou na polícia espontaneamente.

*Diariodigital

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