Presos da Lama dividem cela com outros 20

s quatro presos da presos da Operação Fazendas de Lama, segunda fase da Lama Asfáltica, levados na tarde desta segunda-feira, dia 16, para o Complexo Penal de Campo Grande no Jardim Noroeste receberam na manhã desta terça-feira as visitas dos respectivos advogados. Eles estão acomodados em uma cela no Centro de Triagem com outros 20 detentos, segundo informação da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen).

Às 15h13 de ontem deram entrada no estabelecimento penal o ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Obras Edson Giroto, o empresário João Amorim, o ex-prefeito de Paranaíba e ex-servidor da Agesul Wilson Roberto Mariano de Oliveira e o empresário Flávio Henrique Garcia  Scrocchio em transferência acompanhada com exclusividade pela equipe do Diário Digital. Eles tiveram a prisão preventiva (sem data para terminar) decretada pela Justiça a pedido da Polícia Federal (PF) que investiga esquema de lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e desvio de verba pública no governo de André Puccinelli (PMDB).

O nome da operação faz referência à aquisição, pelos investigados, de propriedades rurais com os recursos desviados. A Agepen explica que os detentos da Lama terão o mesmo tratamento que os demais presidiários. Na cela onde eles estão há agentes públicos como policiais civis e militares que cumprem pena no presídio. Conforme a Agepen, a cela comporta 24 detentos, portanto, está em sua capacidade máxima. Visitas de familiares serão permitidas após confecção das carteirinhas obrigatórias para identificação no sistema penal.

O documento fica pronto em sete dias. Na rotina do presídio, não houve qualquer mudança com a chegada dos novos detentos, garante a Agepen. Quando deflagrada no dia 10 de maio, a Fazendas de Lama deteve 15 pessoas temporariamente (prisão válida por cinco dias).

Porém, apenas oito tiveram a detenção revertida em preventiva, quando não há data para terminar, entre eles os quatro homens transferidos para o Complexo Penal de Campo Grande. As outras quatro pessoas que também tiveram a prisão preventiva decretada são mulheres e conseguiram o benefício da prisão domiciliar. Portanto, estão em suas residências, Rachel Rosa de Jesus Portela Giroto (esposa de Giroto), Ana Paula Amorim Dolzan (filha de Amorim), Elza Cristina Araújo dos Santos (sócia de Amorim) e Mariane Mariano de Oliveira (filha de Roberto Mariano).

Rachel Giroto estava na superintendência da PF em Campo Grande quando saiu a ordem judicial permitindo que ela cumprisse a prisão preventiva em casa. Rachel alegou que por ser advogada tem prerrogativas. As outras três mulheres argumentaram que têm filhos pequenos.

(Fonte: Diariodigital)

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