Grupo desviou R$ 13 milhões na compra de livros

Fraudes descobertas na operação Fazendas de Lama, a 2ª fase da operação Lama Asfáltica, envolvem o desvio de R$ 13 milhões na aquisição de livros didáticos, que de acordo com a Polícia Federal, que nem chegaram a ser entregues nas escolas públicas.

A operação foi desencadeada nesta manhã, 10, e envolveu 28 funcionários da Controladoria Geral da União (CGU), 44 da Receita Federal e 201 policiais federais. Em coletiva de imprensa, nesta manhã, o delegado regional de combate ao crime organizado da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Cleo Mazotti, explicou que está ação é uma força tarefa. “É uma força tarefa que nessa segunda fase focou na lavagem de dinheiro.

É uma investigação demorada, que está em andamento e ainda vai haver análise de toda documentação apreendida”, afirma.  Entre as fraudes, segundo o delegado, estariam licitações e contratos, todos com a participação de servidores da Agesul – Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos. “Havia fraude em licitações, com execução de contratos administrativos, repasse de propina a agentes públicos. O principal nicho, são questões de contratos de pavimentação, mas também foi detectada fraude para licitação de livros escolares”, explica o delegado. “Após os valores serem desviados, eram ocultados, e inseridos de forma lícita no mercado.

Os investigados utilizavam pessoas de suas famílias, que recebiam a titulo de empréstimo ou doações, e abriam empresas, que na verdade eram controladas pelos investigados, essas empresas compravam especialmente fazendas”, conta Mazotti. Havia também, nas fraudes, a inclusão de cláusulas restritivas em editais de licitação, a fim de direcionar para as empresas que faziam parte do esquema, superfaturamento, e pagamentos por itens não executados.

No total, nesta segunda fase, foram detectados R$ 33 milhões desviados. Na primeira fase da operação foram R$ 11 milhões. Um total de R$ 44 milhões desviados dos cofres públicos de um montante de R$ 195 milhões fiscalizados na operação Lama Asfáltica.

O delegado da Receita Federal de MS, Flávio de Barros Cunha, explicou que havia distribuição altíssima de lucros de empresas recém-criadas. “Evidência clara de lavagem de dinheiro para a Receita”, afirmou Flávio. Até o momento foram identificados 67 mil hectares de áreas rurais de MS e do interior de São Paulo que foram compradas neste esquema, na maior parte em nome de familiares.

Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão temporária, além de 24 mandados de sequestro de bens de investigados e R$ 43 milhões bloqueados. “Temos muito material apreendido, em uma primeira analise, comprovando a investigação, mas vamos analisar com mais celeridade”, afirma Mazotti.

Todos os presos foram ouvidos na sede da PF e serão encaminhados para o presídio, até o fim da prisão temporária. Confira os presos: João Alberto Krampe Amorim dos Santos (dono da Proteco Construções Ltda); Elza Cristina Araújo dos Santos (secretária e sócia de Amorim); Renata Amorim Agnoletto (filha de João Amorim); Ana Paula Amorim Dolzan (filha de João Amorim); Ana Lúcia Amorim (filha de João Amorim); Edson Giroto (ex-secretário estadual de Obras e ex-deputado federal); Rachel Rosa de Jesus Portela Giroto (esposa de Giroto); Wilson Roberto Mariano  de Oliveira (servidor); Mariane Mariano  de Oliveira (filha de Wilson Mariano); Ana Cristina Pereira da Silva; André Luiz Cance (ex-secretário adjunto da Secretaria Estadual de Fazenda); Flávio Henrique Garcia (empresário); Evaldo Furrer Matos; Maria Vilma Casanova e Hélio Yudi Komiyama (servidor público).

(Fonte: Diariodigital)

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