Grupo criminoso chega a cobrar duas vezes mais por cirurgia do SUS

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE-MS) investiga grupo que age ilegalmente cobrando de pacientes para realizar cirurgias bariátricas (de redução de estômago) pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema envolve médico e atravessador que atuaram em Campo Grande continuariam com o esquema em municípios do interior. Eles cobram entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil por procedimento. A tabela SUS paga de R$ 3,8 mil a R$ 4,3 mil por cada cirurgia realizada e o médico recebe entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. O pagamento a mais, com a cobrança indevida dos honorários, chega a ser duas vezes maior que o pago pelo  poder público.

“Isso não é incomum, infelizmente. A cobrança dos procedimentos para pacientes do SUS é ilegal. Se acontecer a pessoa deve denunciar”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Nelson Tavares. Ele informou que o médico cirurgião Jaime Yoshinori Oshiro não é funcionário da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e por isso o órgão não apura o caso. “Se fosse servidor seria aberta sindicância”, explicou.

*Correio do Estado

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