Gráfica Alvorada era centro de propina e lavagem de dinheiro

A Gráfica e Editora Alvorada era centro de propina e lavagem de dinheiro durante a gestão do então governador André Puccinelli (PMDB), investigado como possível beneficiário do esquema. A série de irregularidades volta à tona durante a segunda fase da Lama Asfáltica. Relatório da Controladoria-Geral da União detalha os prejuízos causados à administração pública e aponta indícios de fraude em contratos para compras de livros paradidáticos. Agora, a “fonte secou”, a empresa vendeu equipamentos e demitiu grande parte dos funcionários.

Em apenas quatro anos, a Alvorada, do empresário Mirched Jafar Júnior, recebeu R$ 29 milhões em contratos – valores que subiram gradativamente a cada ano. Em 2010, por exemplo, não tinha contratos com o Governo do Estado, mas em 2014 já tinha assumido 90,85% do fornecimento de material gráfico à administração estadual. No fim da gestão de Puccinelli, a empresa recebeu “bolada” de R$ 16 milhões em dois contratos, um deles autorizado no último dia (31 de dezembro de 2014) de mandato do ex-governador.

Além do acréscimo nos contratos, interceptações telefônicas corroboram para os indícios de irregularidades. Inquérito do Ministério Público ainda da primeira etapa da Lama Asfáltica já revelava diálogo entre Puccinelli e o então secretário estadual adjunto de Fazenda, André Cance, sobre suposta arrecadação de propina, utilizando os contratos da Alvorada.

(Fonte: Correio do Estado)

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