Zuckerberg apoia reforma migratória de Obama

O fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, apresentou nesta terça-feira à Suprema Corte dos Estados Unidos um documento de apoio às medidas migratórias propostas pelo presidente do país, Barack Obama, cuja legalidade está sendo debatida na instância máxima da Justiça americana. O texto, que também foi assinado por outros 60 empresários e empresas, pede que os juízes decidam a favor das medidas executivas de Obama, que protegem temporariamente alguns imigrantes ilegais da deportação e permite que eles trabalhem legalmente nos EUA.

“Em vez de incentivar as contribuições econômicas dos imigrantes, nossas políticas de controle migratório frequentemente inibiram a produtividade das empresas dos EUA e, de fato, tornaram mais difícil competir no mercado global”, diz o documento. “Se não se aborda a situação dos imigrantes ilegais e de suas famílias, também implodiremos a base das capacidades de longo prazo de nossa força de trabalho”, argumentam os empresários. “A ameaça constante de deportação e outras incertezas que enfrentam os imigrantes ilegais debilitam nossa economia”, acrescenta o texto entregue à Suprema Corte.

Além de Zuckerberg, o documento foi assinado por outros diretores-executivos de diferentes setores empresariais, como Reid Hoffman, do Linkedin; a Redfin Corporation, uma agência de bens imobiliários; e a Taqueria El Rincón, uma franquia de restaurante mexicano.

Também nesta terça, 225 congressistas democratas apresentaram outro texto similar a favor das medidas migratórias de Obama, que a Suprema Corte analisará em uma primeira audiência no próximo dia 18 de abril. A Suprema Corte pode emitir uma sentença em junho, quando vai se pronunciar sobre os múltiplos aspectos da ação que pretende evitar a deportação de milhares de jovens imigrantes ilegais que chegaram aos EUA ainda crianças.

Promessa de campanha – Obama se comprometeu em 2008 a mudar o sistema migratório do país, mas, ao não contar com o apoio dos republicanos no Congresso, decidiu fazer uso de seu poder executivo pelo menos para evitar a deportação de milhões de imigrantes, priorizando a “deportação de criminosos e não a das famílias”, de acordo com a Casa Branca. A oposição republicana, então, decidiu entrar com ações contra as ações migratórias do presidente. Após quase um ano de disputa judicial, é a vez da Suprema Corte se posicionar sobre o assunto.

(Fonte: Veja.com)

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