Merkel agora defende redução de refugiados em todos os países da UE

A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou nesta segunda-feira seu desejo de que os líderes europeus deem um “bom passo” em direção a uma solução para a crise de refugiados, que inclui a redução dos fluxos de imigrantes irregulares em todos os países e não só em alguns através de medidas unilaterais. Para ela, o plano de ação com a Turquia é a “chave” para enfrentar a crise de refugiados porque significa melhorar as condições de vida das pessoas mais perto de seus países de origem e reduzir o fluxo de chegadas na Europa. Antes defensora de uma política para acolher os refugiados, Merkel está adequando seu discurso diante das muitas dificuldades que a Europa e a própria Alemanha estão enfrentando.

Merkel também defendeu uma “solução sustentável” na proteção das fronteiras externas. Após uma reunião com o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, os líderes da União Europeia (UE) pretendem traçar um plano para fechar a rota dos Bálcãs. O chanceler da Áustria, Werner Faymann, defende empregar outros meios para fiscalizar as fronteiras, inclusive com o uso de tropas da Otan. “Toda ajuda é bem-vinda, mas não podemos depender apenas da Turquia no dever de fiscalizar os limites de seu território, e a UE tem de ser capaz de proteger suas fronteiras”, recalcou. A Turquia faz fronteira com a Síria e é hoje a principal rota de passagem terrestre de refugiados rumo à Europa.

O primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, ressaltou a necessidade de uma “solução europeia” em áreas como direito trabalhista, reagrupamento familiar e ajudas aos imigrantes, já que “agora cada país decide de maneira diferente” e cada um aplica suas próprias regras. “Espero que tenhamos regras comuns nos 28 Estados-membros, é preciso uma política de imigração conjunta”, afirmou.

Pressão – Os líderes europeus iniciaram nesta segunda em Bruxelas uma reunião para pressionar a Turquia a fazer mais esforços para conter o fluxo contínuo de pessoas que têm se deslocado para o norte da Europa e reforçar o apoio à Grécia, onde milhares de refugiados estão presos. Antes da cúpula em Bruxelas, cerca de 15.000 pessoas estavam acampadas na Grécia na fronteira com a Macedônia esperando para serem autorizadas a entrar no país para seguirem seu caminho rumo ao norte da Europa. Mais de um milhão de pessoas, a maioria refugiados da Síria, Iraque e Afeganistão, chegaram na Europa desde o verão passado, através da Turquia, Grécia e os países dos Bálcãs.

(Fonte: Veja.com)

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