“Falta de educação”, diz população sobre lixo deixado depois de protesto

O protesto que reuniu 100 mil pessoas nas ruas de Campo Grande deixou suas marcas na Avenida Afonso Pena, onde foi realizada a manifestação contra a administração da presidente Dilma Rousseff (PT) e esquemas de corrupção na política nacional. “É falta de educação”, afirmam as pessoas que passavam pelo local na manhã desta segunda-feira (14).

“Estava comentando com o meu pai sobre isso. É falta de educação jogar lixo no chão. O exemplo tinha de começar com um protesto sem sujeira. Querem passar uma imagem de cidadania mas não dão o exemplo que tem de ser dado”, frisa a dona de Casa Nelza Aparecida da Silva, de 45 anos.

O pai de Nelza, o aposentado Oliveira Cassemiro da Silva, de 79 anos, concorda com a filha. “Não adiantar protestar e não dar exemplo nos detalhes”, observa.

A auxiliar de serviços gerais, Sebastiana Rodrigues Fernandes, de 53 anos, também criticou a sujeira deixada na Avenida. “Isso é ridículo. Tem de protestar, mas é preciso cuidar. Não pode deixar o lixo jogado no chão”, destaca. “Faltou responsabilidade com a limpeza da cidade”, diz o soldador Márcio José de Souza Moraes, de 40 anos.

Quem passou pelo loca nesta segunda-feira criticou sujeira deixada por manifestantes - Marithê Lopes/MidiamaxQuem passou pelo loca nesta segunda-feira criticou sujeira deixada por manifestantes – Marithê Lopes/Midiamax

No local de concentração, a equipe de reportagem do Jornal Midiamax constatou que haviam poucas lixeiras e que estavam lotadas com copos descartáveis e garrafas plásticas. A Prefeitura já iniciou o trabalho de limpeza na Avenida Afonso Pena.

A concentração dos manifestantes terá início às 14 horas e a passeata às 16 horas. Conforme os organizadores, cem mil pessoas manifestantes seguiram da Praça do Rádio Clube, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Padre João Crippa até a frente do Shopping Campo Grande. Foram 2,5 quilômetros percorridos.

O protesto foi marcado com faixas e cartazes. Os manifestantes usaram jararacas de brinquedo e o boneco “Pixuleco”, em alusão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também alvo da manifestação.

A quantidade de pessoas superou a marca registrada no protesto de 15 de março do ano passado, quando de acordo com a PM, 60 mil pessoas foram para as ruas protestar. Para a contagem, foram utilizadas imagens aéreas.

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