AMPLAVISÃO 1181 – Eleições, Dilma e Lula no cardápio

BEM PENSADO O deputado Marcio Fernandes deu meia volta no projeto de tentar a prefeitura da capital. Aos 37 anos de idade quer aproveitar o 3º mandato para se aprimorar politicamente. Concluiu:  ousadia não pode ser confundida com precipitação.

EM ALTA  Marcio mostrou prestígio na sua filiação ao PMDB atraindo as lideranças  do PSDB, PSB, PRTB, PT do B, PSC, PTB e PR, 12 vereadores da capital,  prefeitos e lideranças interioranas. Foi o ato de filiação que agregou o maior número de lideranças.

REFLEXOS A decisão de Marcio já produz efeitos no projeto do PMDB, com as  opções de André e Marun. A outra alternativa seria uma composição com o PTB de Nelsinho Trad, esquecendo os velhos atritos que motivaram sua saída do PMDB.

APOSTAS  Elas existem na defesa da tese de que a candidatura de Nelsinho atenderia  não só o projeto do PMDB como também os anseios do PSDB. Quem olhar para 2018 vai entender as chances da composição destas duas maiores forças no Estado.

PSD-CACIFE: 58 vereadores,  os vices prefeitos de Anaurilândia e  de Corumbá, os prefeitos de Bandeirantes e Naviraí, além do deputado Marquinhos Trad. Na capital são  apenas dois os  vereadores: Chiquinho Teles (3.729 votos) e Coringa ( 3.127 votos).

O PILAR de sustentação do partido é o deputado Marquinhos que construiu a trajetória política baseada na capital, onde nas eleições de 2014 obteve 35.007 votos ( 8,20% dos votos válidos), sendo  o mais votado, seguido por Rinaldo com 17.587 votos.

TRAJETÓRIA Iniciada para a vereança da capital de 2004 com 11.045 votos, (o mais votado). Em 2006 elegeu-se deputado estadual com 35.777 votos (5º lugar) e reeleito com a maior votação em 2010 com 56.827 votos. Em 2014 obteve 47.015 votos.

CENÁRIO  É nebuloso pelo fim da aliança PMDB-PSDB,  enfraquecimento do PT, pela falta de apoio político ao atual prefeito Bernal e pelo desgaste da classe política devido aos escândalos que sacudiram a capital nos últimos tempos. Tudo isso conta!

DESAFIOS  de Marquinhos: Aproveitar a baixa rejeição das pesquisas para crescer no eleitorado; chegar aos 2º turno sem  atritar com adversários para tê-los como aliados na fase final e montar um arco de alianças com candidatos competitivos a vereança.

E MAIS… Terá que conquistar o eleitor das classes A e B – onde tem restrições, usando de interlocutores (Nelsinho?) que navegam bem por lá. Portanto, agregar será a palavra de ordem de Marquinhos, desarmando-se e repensando alguns conceitos e posturas.

O PARTIDO Seria ele o menos importante, apenas o instrumento para viabilizar uma candidatura? “É relativo!”; na expressão de Justo Veríssimo. Partido com raízes sólidas ajuda. E neste item, Marquinhos estaria em desvantagem em relação aos concorrentes.

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