Sectei e FCMS realizam oficina de esclarecimentos sobre o edital do FIC

Na tarde da última sexta-feira (8), participantes de diversas áreas da cultura do Estado lotaram a oficina de esclarecimentos e tira dúvidas sobre o Edital do Fundo de Investimentos Culturais (FIC), no auditório do Museu da Imagem e do Som (MIS-MS), ministrada pelo superintende do FIC, Ricardo Maia.

Entre diversas explicações que foram desde o surgimento do FIC até as últimas alterações do atual edital, Ricardo explicou também sobre alguns pontos na questão dos pareceristas que irão selecionar os candidatos.

“É importante que a gente consiga fomentar com o FIC todas as áreas artísticas, então o conselho de pareceristas terá o papel de observar isso, mas também de atender o que está colocado nas nossas diretrizes do Fundo e principalmente das políticas culturais do estado”, explicou o superintendente.

Serão 5 milhões de reais, sendo um milhão destinado às prefeituras dos municípios e os outros quatro para pessoas físicas de direito privado sem fins lucrativos e pessoas jurídicas de direito público, nas áreas de artes cênicas (ópera, dança, teatro e circo), audiovisual, biblioteca, artes visuais, artesanato, folclore, literatura, museus, música, patrimônio cultural e atividades de pesquisa e formação em qualquer área.

Na plateia, historiadores, jornalistas, fotógrafos, dançarinos, artesãos, atores, sociólogos, pessoas ligadas ao movimento LGBT, educadores de diversas áreas, músicos, contadores de história, palhaços, capoeiristas, arquitetos, militantes da cultura e outros movimentos, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), representantes de municípios do Mato Grosso do Sul, entre outros.

Antes de iniciar a oficina, os participantes se apresentaram, expondo as áreas de interesse em que desejam executar os projetos.
Diferente de outros encontros onde veteranos já contemplados se reúnem, boa parte dos presentes alegou desconhecer de que maneira funciona o edital.

“Sou tesoureiro da Associação de Capoeira Angola Camuanga e nunca participei. Viemos aqui para ver no que o FIC pode nos auxiliar, pois não trabalhos só com a capoeira, e sim com a permacultura, artesanato e outras coisas”, disse Marcos Alexandre Souza Campos.

“Minha ideia é trabalhar com fotografias em comunidades no interior do Estado e também na Capital, seja quilombolas ou até comunidades indígenas. Então vim entender como funciona, já tinha lido os editais, mas a oficina de hoje clareou melhor minhas ideias”, contou o fotógrafo Diogo Gonçalves.

“Nunca me envolvi com os projetos da Fundação, mas como pretendo fazer um trabalho diferenciado de contação de histórias e palhaçaria, pretendo contar com a ajuda do edital do FIC para apresentar em escolas do estado e também locais fechados, é um projeto que pretendo estender para os próximos dez anos”, explicou Luiz Augusto Barbosa Alves.

Também estiveram presentes a assessoria de Projetos da Fundação de Cultura, Eliane Miranda, o gerente de Patrimônio da Fundação de Cultura, Caciano Lima e a gerente de difusão cultural, Soraya Ferreira.

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