Soldado sul-coreano retira proteção de um alto-falante próximo à fronteira com o Norte (Korea Pool/Yonhap/Reuters)

Coreia do Sul volta a fazer propaganda na fronteira com o Norte

Coreia do Sul retomou nesta sexta-feira suas transmissões de propaganda através de alto-falantes situados na fronteira com a Coreia do Norte em represália ao teste nuclear realizado pelo regime de Pyongyang há dois dias. É provável que a ação aumente a tensão na “zona desmilitarizada”, nome que recebe a demarcação que separa ambos os países, já que Pyongyang costuma responder – inclusive com tiros de artilharia – a este tipo de ação de Seul. Além disso, o Exército norte-coreano está em pleno treinamento de inverno, e está reforçando posições em vários pontos da fronteira.

“Se a Coreia do Norte atacar os alto-falantes, responderemos imediatamente”, explicou um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano. Seul ligou seus alto-falantes pela segunda vez em menos de um ano, depois da tensão vivida na região desmilitarizada no mês de agosto do ano passado, quando os ativou pela primeira vez em onze anos. A programação emitida pelos potentes alto-falantes na fronteira é variada; Seul costuma transmitir de músicas pop sul-coreanas a programas de rádio defendendo a democracia.

Este método de guerra psicológica remonta aos anos de conflito aberto entre os dois lados (entre 1950 e 1953), quando unidades móveis equipadas com alto-falantes transitavam ao longo de uma linha de frente extremamente instável. Pode parece antiquado, mas tem eficiência. No ano passado, as mensagens de propaganda em meio a um momento de tensão entre os dois países enfureceram Pyongyang.

Na quarta-feira, a Coreia do Norte anunciou ter testado com sucesso uma bomba de hidrogênio, uma ação condenada por toda a comunidade internacional. Tecnicamente, as duas Coreias estão em conflito, já que a Guerra da Coreia não acabou com um tratado de paz, mas com um cessar-fogo. A decisão de retomar as transmissões aconteceu, além disso, no dia do aniversário do ditador norte-coreano Kim Jong-un. O regime costuma organizar grandes eventos para celebrar os aniversários dos ditadores como parte do exacerbado culto à dinastia da família Kim, que comanda o país desde 1948.

 

 

Fonte: Veja.com

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