Atolar nas ruas é triste rotina no Parque dos Laranjais

Período de chuvas abre buracos enormes nas ruas de terra e alaga vias asfaltadas
O motoentregador Marrone Pereira, de 18 anos, precisou da ajuda de uma mão amiga que empurrou a motocicleta para não ficar atolado na Rua Imbirussu, no Parque dos Laranjais, em Campo Grande. O rapaz conseguiu seguir seu caminho, mas nem todos os condutores têm a mesma sorte. Ficar preso na buraqueira é uma situação rotineira, segundo moradores. Nas ruas asfaltadas, o cenário também é crítico por causa dos alagamentos. A terra das ruas sem asfalto escorre e tapa os bueiros. Os problemas já foram levados à prefeitura que não teria sinalizado com melhorias. “Tem ruas que a gente já não entrega mais mercadorias. O supermercado onde eu trabalho já avisa.
Não tem condições de trafegar em algumas vias”, comenta Marrone. Segundo ele, a buraqueira toma conta da maior parte das ruas do bairro. Liderança comunitária da região, a cabeleireira Braulina Conceição Rufina, de 58 anos, confirma problema. “Já organizei abaixo-assinado e mandei para a prefeitura. Não adiantou nada”, relata. O vigilante Vagner Gonçalves, de 34 anos, relata que além dos riscos de se machucar ainda tem que arcar com prejuízos financeiros. “Levo com frequência o carro para alinhamento e balanceamento. Já quando estou usando a motocicleta é preciso trocar os pneus em curto espaço de tempo”, detalha. Braulina Conceição relata que a situação piorou depois que operários mexeram na tubulação de água e sistema de drenagem na região. “Acho que reviraram a terra e aí quando a chuva veio a buraqueira só aumentou”, relembra a liderança.
Recentemente, dois carros caíram dentro de um buraco fundo na Rua Imbirussu. Em um dos casos, os moradores ajudaram o motorista providenciando cordas para puxarem o veículo de dentro da cratera. Nas ruas asfaltadas, a situação é de alagamento. A comerciante Rosemeire de Souza, de 46 anos, reclama que a água toma até a calçada de seu pequeno estabelecimento localizado na Rua Joaquim Lacerda, cujo asfalto está coberto de água e lama. A terra, segundo ela, vem das ruas sem asfalto e tapam os bueiros, provocando os alagamentos, já que a água das chuvas não tem por onde escorrer. “É uma situação antiga que nos prejudica e dificulta nosso dia-a-dia. Esperamos por providências”, afirma a lojista.
Fonte: Diariodigital

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