Ronaldo cogita se candidatar à presidência da CBF

O ex-jogador Ronaldo voltou a fazer duras críticas ao comando da CBF, cada vez mais envolvida em escândalos de corrupção, e até cogitou presidir a entidade no futuro. O agora empresário, no entanto, minimizou o fato de ter trabalhado ao lado de Marco Polo Del Nero e José Maria Marin como membro do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e afirmou nesta quinta-feira que é preciso desmontar o “sistema corrupto” na CBF.

“Estamos vivendo um caso inédito, mas é uma oportunidade única de mudanças pro futuro. Acho que muita sujeira ainda vai aparecer, mas a gente tem que impedir de qualquer maneira que esse sistema corrupto continue funcionando dentro da CBF. Vemos muitos movimentos por mudança no Brasil e temos que fazer isso no futebol também, para que a CBF tenha um novo rumo, com honestidade e transparência”, cobrou o herói do pentacampeonato em 2002, em entrevista ao SporTV.

Ronaldo, que mantém múltiplas atividades no momento – é dono de uma agência de marketing esportivo, de um clube de futebol nos Estados Unidos e também comentarista da Globo em jogos da seleção brasileira – surpreendeu ao dizer que poderia se candidatar à presidência da CBF, cargo atualmente ocupado de forma interina pelo deputado federal Marcus Vicente (PP-ES).

“Poderia até pensar em me candidatar, mas a questão não são os nomes. A gente tem que desmontar esse sistema corrupto existente primeiro. O modo atual não permite a entrada de qualquer pessoa, é sempre a indicação de alguém do próprio sistema da CBF. Precisa desmontar isso para permitir que pessoas de bem e honestas, que queriam fazer coisas incríveis, possam participar. Mas as coisas ainda não assim, então vamos aguardar.”

Ronaldo ainda foi pressionado sobre sua participação como dirigente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, grupo que, inclusive, está entre os investigados pelo FBI. O ex-atacante optou por distanciar os papeis de estrela da seleção brasileira e colaborador da confederação.

“Veja bem, meu nome é ligado ao futebol, diretamente. Eu servi a CBF como jogador por muitos anos, mas não por causa da CBF. A seleção é meu país, é orgulho de servir meu país. Inclusive financeiramente, não é algo rentável, a gente acaba se machucando, perde período no time, mas nunca vou me arrepender. Com relação à Copa do Mundo, minha associação foi diretamente pensando no meu país, que tem muitos problemas, mas estava celebrando a chance de receber a Copa do Mundo. Sempre levei o nome do Brasil e prova disso é que eu abri mão de qualquer remuneração durante o tempo que estive no COL. Já outros que tiveram 5% do empenho que eu tive, tiveram integralmente seus benefícios embolsados.”

 

 

 

 

Fonte: Veja.com

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