Registro torna oficial tipo de Linguiça de Maracaju

Produto secular esta definitivamente ligado a cidade que lhe deu nome

Com uma receita de história da secular a linguiça de Maracaju obteve vem 2015 o registro de de indicação Geográfica (IG) – utilizado para apontar a origem de produtos ou serviços quando o local tenha se tornado conhecido ou quando determinada característica/qualidade do produto ou serviço se deve à sua origem. Produzida através de um processo que foi originado na necessidade: famílias colonizadoras de Maracaju, oriundas de Minas Gerais e Goiás no final do século 19, que precisavam conservar os cortes bovinos nobres durante as viagens por meio de carros de boi em jornadas que duravam em média 6 meses – antes da invenção de refrigeradores. Esse registro garante a proteção contra falsificações de origem e produção.

O processo teve o apoio do Sebrae e começou com estudo detalhado do produto, levantamento de dados e a documentação necessária para o registro da linguiça no INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O INPI analisou a documentação que comprovou a autenticidade da linguiça de Maracaju. O município que deu origem ao produto exclusivo possui tradição na agropecuária e também é conhecido pela renomada Festa da Linguiça de Maracaju. Neste ano, a 21ª edição reuniu milhares de visitantes e comercializou cerca de 20 toneladas do produto. Ao contrário dos tipos comuns de linguiças existentes no varejo, a específica desta localidade leva em sua composição cortes bovinos de primeira linha, tais como coxão mole, alcatra, picanha, contrafilé, filé mignon, ainda temperos regionais e modo exclusivo de produção. Em 2015, cerca de 20 toneladas foram consumidas durante a Festa da Linguiça de Maracaju.

Pequenos produtores do município devem se beneficiar com o selo de origem da linguiça de Maracaju como estratégia indispensável no âmbito da visibilidade e competitividade. A certificação confere a proteção do patrimônio municipal e econômico da região, dos produtores locais e dos consumidores que passam a adquirir o produto com procedência, o que contribui para a geração de emprego e renda e para a preservação das particularidades do produto. Gilson Marcondes, filho de Gerson e presidente da Associação dos Produtores da Linguiça de Maracaju (APTRALMAR), comemora a obtenção do selo. “O sonho se tornou realidade. Muitos diziam que era ilusão, difícil de obter e de alto custo, mas enfrentamos os desafios e hoje ele é real.” Para o presidente da APTRALMAR, o apoio de diversas instituições, entre elas, o Sebrae, foi fundamental para indicar os caminhos e auxiliar na documentação exigida. “Tivemos ajuda com a papelada, mas também trabalhamos muito na divulgação e acreditamos que seria possível. Hoje é uma vitória”, celebrou.