Votação polêmica prova que Azambuja ainda depende de grupo de Puccinelli

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) conseguiu aprovar ontem o projeto de reajuste no imposto dos produtos classificados pelo governo do Estado como “supérfluo”.  Após muita negociação, o governador conseguiu votos favoráveis de 16 deputados, contra seis que votaram contra.

O resultado não foi tão apertado como alguns previam, mas mostrou que o governo de Azambuja é dependente do PMDB e do grupo de André Puccinelli (PMDB). O PMDB tem seis votos na Assembleia e, somados ao PT, chegaria a 10, precisando de apenas dois votos para chegar à metade, pelo menos na teoria.

Esse número ameaça o governo, que precisa de pelo menos 12 votos para aprovar projeto, já que o presidente da Assembleia, Junior Mochi (PMDB), não vota. Além dos peemedebistas, o grupo mais ligado a Puccinelli ainda conta com outros deputados, incluindo na lista, por exemplo, Felipe Orro (PDT), George Takimoto (PDT), Lídio Lopes (PEN) e Márcio Fernandes (PTdoB).

Na votação do aumento do ICMS Azambuja teve apoio do PMDB e voto contrário dos deputados do PT, Pedro Kemp, Amarildo Cruz, João Grandão e Cabo Almi, de Marquinhos Trad (PMDB) e de Felipe Orro. Se Eduardo Rocha (PMDB), Antonieta Amorin (PMDB), Renato Câmara (PMDB) e Maurício Picarelli (PMDB) tivessem votado contra o governo, a oposição precisaria de apenas mais um voto para barrar o projeto, visto que Grazielle Machado (PR) está de licença e não votou.

Com todos os arranjos, o governo acabou saindo vitorioso, embora não tenha aprovado o projeto que altera a cobrança do ITCD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação). Todavia, a conjuntura mostra que Reinaldo pode ter problemas, caso o PMDB resolva pegar “voo solo”.

O líder do PMDB, André Puccinelli, tirou onda com a votação de ontem. Uma fã levou um cartaz com os dizeres: “que saudade do André”. O ex-governador, que não esconde o desejo de voltar a disputar o governo, tratou de postar a imagem no Facebook.

O próximo ano começa a ser decisivo para Azambuja, visto que os partidos enfrentarão eleições municipais. O desafio do governo é evitar que disputas locais interfiram na relação com a base dele na Assembleia. Porém, o grupo de tucanos já sabe que a próxima eleição é o primeiro passo para 2018, quando Azambuja disputará uma reeleição.

 

 

Fonte: Midiamax

 

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