Vereadores atacam ideia de aumento na tarifa de ônibus: ‘estão roubando

A proposta das empresas do transporte coletivo urbano de Campo Grande, de aumentar o preço da passagem de R$ 3 para R$ 3,50, foi combatida por vereadores durante a sessão desta quarta-feira (4) na Câmara Municipal. “Estão roubando as pessoas”, disse o vereador Chiquinho Telles (PSD), pedindo para o legislativo intervir na questão.

O vereador chegou a citar reportagem, publicada no Jornal Midiamax, feita a partir de vídeo enviado por uma passageira, no qual ela usa um guarda-chuva para se proteger de goteiras dentro de um ônibus na Capital. “Tem que fazer uma audiência pública urgente, trazer a Assetur (Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano) para mostrar que não aumentam (a tarifa de ônibus) como eles querem”, disse.

Além de prestarem péssimo serviço e não reduzirem o preço da passagem mesmo após queda na alíquota do ICMS sobre o óleo diesel, discursou Chiquinho, “agora ainda querem a tarifa a R$ 3,50. Estão roubando as pessoas”. Ele classificou o serviço prestado como “sem qualidade”: “as pessoas são obrigadas a esperar em um ponto que nem é ponto, é um pau enfiado na terra, sem cobertura”.

Magali Picarelli (PMDB) questionou a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, da qual inclusive ela própria faz parte, que não teria acompanhado audiência pública já feita sobre o assunto. Também falou que a falta de qualidade no serviço não justifica a proposta de reajuste.

Presidente do colegiado, Coringa (PSD) disse que a Comissão de Defesa do Consumidor “está atenta” ao assunto e prepara pedido para aumento zero tanto na tarifa do transporte coletivo como para o IPTU. “Momento é de falar: ‘melhora o serviço ou o reajuste é zero’”, comentou.

Recentemente, a Assetur construiu uma sede que custou R$ 15 milhões, segundo Chiquinho. “E ainda acham que é pouco o que estão ganhando. Se acham, entreguem o serviço a outra empresa”, reclamou o parlamentar.

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) citou levantamento, segundo ela feito pela Defensoria Pública, apontando problemas no sistema de transporte coletivo em várias capitais. A conclusão, diz ela, é que no momento não há possibilidade de reajustar o preço da passagem em Campo Grande.

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