Protesto pede saída de Pedro Paulo e Eduardo Cunha

Cerca de 1.500 pessoas se reuniram ontem no Centro do Rio de Janeiro para protestar contra o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o pré-candidato a prefeito Pedro Paulo Carvalho Teixeira, acusado pela ex-mulher de espancá-la. A manifestação, convocada pelo Facebook através de diversos perfis como “O Rio não quer espancador de mulher”, teve início na Assembleia Legislativa e percorreu a Avenida Rio Branco, uma das mais relevantes vias da cidade, até chegar na Cinelândia.

“Paes, defender agressor te faz cúmplice”, “Violência contra a mulher não é o Rio que a gente quer” e “#forapedropaulo” foram algumas das frases escritas em cartazes e adesivos. Mulheres com bebês no colo formavam a linha de frente do protesto. “Este caso é um absurdo. Bater numa mulher é a última escala do machismo na sociedade”, afirmou a cineasta Joice Scavone, de 31 anos, com o filho de seis meses nos braços.

“Alguém com um histórico como esse não pode ser prefeito de nenhuma cidade. As mulheres estão mostrando que o Pedro Paulo vai perder eleitoras, se ele se candidatar”, comentou a estudante de Direito Letícia Mello, 22. “Pedro Paulo e Eduardo Cunha são face do mesmo machismo que nos mata todos os dias”, gritou uma manifestante ao microfone.

A repercussão na internet da notícia da agressão de Pedro Paulo, revelado por VEJA há três semanas, fez com que o movimento Meu Rio lançasse uma petição na internet pedindo sua exoneração do cargo de secretário de Governo. De terça-feira até hoje, quase 13.000 pessoas assinaram o manifesto.

Os manifestantes também gritaram palavras de ordem contra Eduardo Cunha, sobretudo pelo seu posicionamento contrário à descriminalização do aborto — tema que está em tramitação no Congresso. O Projeto de Lei 5069/2013, que dificulta o acesso ao aborto legal para vítimas de estupro, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto será enviado ao plenário para apreciação.

 

 

Fonte: Veja.com

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