Peemedebista isenta Puccinelli em ‘caso isolado’ envolvendo Giroto

Deputados, no entanto, adotam discurso de cautela

Deputados estaduais mostraram cautela ao comentarem, na manhã desta terça-feira (10), as prisões do ex-deputado federal Edson Giroto (PR) e do empresário João Amorim, entre outros. Alguns parlamentares questionados a respeito destacaram que a Justiça deve ter elementos para sustentar a ordem, enquanto um deles desvinculou o ex-governador André Puccinelli (PMDB) do caso.

“Isso é um caso isolado. O secretário tem autonomia, como ordenador de despesas, e o ex-governador não tem responsabilidade de terceiros”, disse Renato Câmara (PMDB), em tentativa de desvincular o correligionário André Puccinelli da ordem contra Giroto, secretário de Obras em mandatos do peemedebista desde os tempos de Prefeitura de Campo Grande.

Mas, mesmo quem sempre foi oposição a Puccinelli, como o PT, adota discurso ponderado. “É difícil analisar o caso sem conhecê-lo, mas acredito que o juiz, para decretar as prisões, tem que ter fundamentos, elementos que as sustentem”, analisa Amarildo Cruz.

Para Cabo Almi, outro membro da bancada petista, “a Justiça fez o papel dela e aqui ninguém está acima da lei”. “É uma demonstração de que todos estão sob comando da legislação. Que se apure e se puna. Só não pode ter exagero”, sintetiza.

Vice-líder do governo na época de Puccinelli, Márcio Fernandes (PTdoB) disse que as prisões decorrem de uma questão judicial e, por isso, não teria como opinar. “Muito triste. Lamentamos profundamente. O caso está em segredo de justiça e temos que aguardar as investigações. Se tem coisa errada, tem que ser apurado”, comentou Maurício Picarelli (PMDB).

Paulo Corrêa (PR) foi outro que preferiu ser comedido ao falar da prisão do correligionário. “Decisão judicial tem que ser cumprida. Quem pediu a ordem tem que provar”.

 

 

Fonte: Midiamax

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