Paes insiste em minimizar agressões de assessores

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, continua tratando como questão de foro íntimo o histórico de violência doméstica na ficha de dois de seus homens de confiança. Depois de minimizar as sessões de espancamento do secretário-executivo Pedro Paulo Carvalho que vieram à tona através do site de VEJA, agora foi a vez do subchefe de gabinete de Paes, Bernardo Lahmeyer Fellows, ser alvo de denúncias de agressão e ameaça feitas por duas mulheres diferentes, a ex-esposa e a última namorada. Em uma curta nota oficial, divulgada na noite de segunda-feira, o prefeito se limitou a dizer que “Fellows é assessor nomeado na estrutura do gabinete em função administrativa e Eduardo Paes desconhece questões da vida pessoal dele”. Ou seja, Paes tratou mais um caso de agressão a mulher como algo que não interessa à população.

Depois de a matéria ir ao ar no site de VEJA, Paes optou por uma mudança de postura diante da repercussão do novo caso envolvendo um de seus subordinados. Questionado pela imprensa, o prefeito passou a dizer que não vai se pronunciar sobre a questão. Nas redes sociais, também silêncio. Desde ontem, o prefeito do Rio não posta nenhuma foto. No fim de semana, imagens de Paes com Pedro Paulo foram alvo de xingamentos de internautas.

Bernardo Fellows, que assim como Pedro Paulo não foi exonerado do cargo de confiança que ocupa desde abril do ano passado, disse através do advogado Luiz Fernando Gevaerd que os episódios envolvendo seu nome se tratam de “natureza privada”.

O subchefe de gabinete agrediu a ex-mulher Viviane Fellows em 2014 e, no último dia 30 de outubro, ameaçou a namorada Patrícia Proença dos Santos: “Ainda bem que você voltou pra mim, pois os meus planos eram te matar e me matar”. Assustada, a jovem, que é assessora do vereador Marcelo Arar (PT), procurou a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e, na Justiça, conseguiu uma medida protetiva impedindo Bernardo de se aproximar dela: “O curioso é que um dos homens do gabinete pode se aproximar do prefeito da cidade, mas da mulher com quem namora tem que ficar pelo menos 200 metros afastado”, dizia ontem uma correligionária na Assembleia Legislativa.

O PMDB segue a mesma linha de Paes minimizando os casos de agressão. O deputado federal e líder do partido na Câmara Federal, Leonardo Picciani, chegou a dizer em entrevista ao jornal O Globo que “é difícil avaliar sem saber o que se passou”, em relação à agressão em que Pedro Paulo quebrou o dente e deixou marcas roxas pelo corpo e pelo rosto de sua ex-mulher, Alexandra Mendes Marcondes, em fevereiro de 2010. Filho do presidente do partido no Rio de Janeiro, Jorge Picciani, Leonardo negou que possa ser o substituto de Pedro Paulo, em caso de uma mudança de nome para concorrer à eleição do ano que vem. E voltou a relevar os episódios de agressão. “Ele não fugiu aos esclarecimentos e ela também disse que ele não é uma pessoa agressiva. Foi uma discussão isolada por determinadas circunstâncias que apenas o casal sabe as razões”, disse Picciani, esquecendo de lembrar o caso anterior ao de 2010, em que Pedro Paulo deu socos no rosto da então esposa na frente da filha de apenas 2 anos.

 

 

 

Fonte: Veja.com

 

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