Operações mudam jogo e reciclam nomes para Prefeitura de Campo Grande

Há alguns meses nomes novos (que nunca disputaram o Poder Executivo) despontavam como pré-candidatos a prefeito de Campo Grande. Era possível ouvir nomes como Grazielle Machado (PR), Tereza Cristina (PSB), Mario Cesar (PMDB), Paulo Siufi e até Elizeu Dionízio (PSDB). Agora, pouco tempo depois, o cenário mudou muito em Campo Grande e velhos conhecidos já despontam.

A mudança começou com o próprio prefeito de Campo Grande. Antes era Gilmar Olarte (PP) quem disputaria a reeleição. Agora, Alcides Bernal (PP) ocupa o cargo e deve lançar o nome para a eleição, concorrendo com nomes experientes, como o ex-governador Zeca do PT.

O ex-governador tinha desistido de se candidatar, informando que disputaria o Senado em 2018, mas atendeu pedido de correligionários e lançou pré-candidatura. O PT aposta na experiência de Zeca para entrar na briga. Em 1996 Zeca fez uma disputa histórica em Campo Grande, quando perdeu para André Puccinelli (PMDB) por uma diferença de pouco mais de 400 votos.

A família Trad também lançará candidato a prefeito em Campo Grande e pode trazer nome “novo”. Marquinhos Trad (PMDB) trabalha para se candidatar, mas recentemente o nome de Nelsinho Trad tem sido citado.

O PMDB é outro partido que pode lançar candidato que já disputou o Poder Executivo. Carlos Marun (PMDB) é o mais cotado, mas o partido ainda insiste em André Puccinelli (PMDB), mesmo ele tendo declarado que não pretende disputar.

O PSDB também pode emplacar candidato com experiência. Rose Modesto (PSDB) é a mais cotada, mas agora tem como fantasma a ex-senadora e ex-vice-prefeito de Campo Grande, Marisa Serrano. Atualmente ela é conselheira do Tribunal de Contas, mas se aposenta no ano que vem e já tem o nome citado por correligionários.

O cenário em Campo Grande mudou por conta das operações envolvendo, principalmente, o PMDB. Mario Cesar, Paulo Siufi e Edson Giroto são alguns dos nomes que acabaram saindo da corrida por conta das investigações. A fragilidade do PMDB, agora colocado sob suspeita de desvios, acabou virando o jogo e fazendo com que nomes já tidos como descartados despontassem novamente.

 

 

 

Fonte: Midiamax

Confira também

Depois de Ciro Nogueira, Bolsonaro é cobrado por mais cargos em ministérios

BRASÍLIA — A entrada do principal partido do Centrão no núcleo duro do governo dividiu …