No Dia da Consciência Negra, servidores conhecem um pouco mais da cultura

Em comemoração ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial e Cidadania, pasta ligada a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), promoveu breve apresentação da cultura negra para servidores, na manhã desta sexta-feira (20), no saguão da Secretaria.

Para lembrar essa data tão importante para a cultura negra, representantes do candomblé e da capoeira falaram um pouco sobre as dificuldades ainda encontradas nos dias de hoje, como o racismo e discriminação. Foi um momento de reflexão sobre a importância dos negros na sociedade, e da constante busca por espaço na educação, religião, esporte e entre outros.

O babalorichá Gaeta, pediu respeito pela opção religiosa. “A única coisa que pedimos é respeito pelos negros e por suas práticas religiosas. Não queremos impor nada, muito menos agredir com nossa cultura e religião”, enfatizou o babalorichá do candomblé.
 

Mestre Mato Grosso, reconhecido como pioneiro no ensino de capoeira no Estado, relatou as dificuldades e o preconceito que enfrentou em levar a capoeira como prática de esporte e cultura. “Fui muito discriminado pela minha cor e por querer ensinar os princípios da capoeira. A sociedade ainda é muito preconceituosa, e a luta continua. Esse dia serve para lembrar a morte do líder Zumbi dos Palmares e também para ter a consciência que pouca coisa mudou”, destacou o mestre.

Dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra nos remonta a morte do líder Zumbi dos Palmares, ocorrida em 20 de novembro de 1965, que lutou pela libertação dos negros escravizados durante o período colonial no País. A data é considerada como uma ação afirmativa de promoção da igualdade racial e uma referência para a população afrodescendente dedicada à reflexão do racismo, suas consequências e a inserção dos negros na sociedade brasileira.

 

Acaçá

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Acaçá, comida típica do candomblé

 

Foi servido aos servidores o Acaçá, doce feito com pasta de milho branco ralado ou moído, envolvido, ainda quente, em folhas de bananeiras. O acaçá é de longe a comida mais importante do candomblé. Seu preparo é forma de utilização nos rituais e oferenda.

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