Grupo armado mantém 170 reféns em hotel de luxo no Mali

Forças de segurança acreditam se tratar de um ataque terrorista, mas nenhum grupo reivindicou a ação


Um grupo armado abriu fogo na manhã desta sexta-feira contra o hotel de luxo Radisson Blu, em Bamako, capital do Mali, e fizeram reféns 170 pessoas, entre hóspedes e empregados. Segundo a emissora americana CNN, a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou pelo menos três mortos. Pessoas que estavam na região relatam que foi possível ouvir disparos de armas automáticas de fora do estabelecimento.

O hotel Radisson Blu fica na região Oeste da cidade de Bamako e próximo da sede de ministérios e embaixadas. Segundo a rede britânica BBC, os agressores entraram no estabelecimento mascarados e em um veículo com placa diplomática. Ainda não há confirmação sobre o número de atiradores. As agências de notícias informam que o grupo chegou no hotel às 7h no horário local (5h no Brasil). Eles atacaram principalmente o sétimo andar e teria gritado “Allahu Akbar”, que significa “Alá é grande” em árabe. Autoridades de segurança acreditam que trata-se de um ato terrorista, mas nenhum grupo reivindicou a autoria da ação e a identidade dos agressores ainda é desconhecida.

De acordo com a imprensa local, pelo menos oitenta reféns haviam sido libertados às 12h no horário local. Segundo a agência de notícias Reuters, algumas pessoas conseguiram sair do hotel após recitarem versos do Alcorão. Essas informações, porém, ainda não foram confirmadas oficialmente.

A Turkish Airlines confirmou que cinco funcionários da companhia aérea – dois pilotos, dois comissários de bordo e um chefe de estação – estavam no hotel no momento do ataque e já foram libertados. Segundo o jornal inglês The Guardian, uma fonte do governo turco confirmou que dois comissários de bordo da empresa continuam no estabelecimento.

De acordo com a agência de notícias Xinhua, havia pelo menos sete chineses no hotel quando o estabelecimento foi invadido.

Autoridades – O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, estava no Chade, no Norte da África, e está retornado ao seu país para acompanhar as investigações. Já o presidente francês, François Hollande, afirmou que fará tudo o que puder para libertar os reféns.

O Mali é uma antiga colônia francesa. Forças da França intervieram em Mali há dois anos para tentar expulsar terroristas islâmicos que tomaram conta do norte do país. Cerca de 3.000 soldados foram enviados ao país em janeiro de 2013 para participar da missão de estabilização e auxiliar os militantes locais. Apesar disso, ainda há casos esporádicos de violência na região. De acordo com o exército francês, não há tropas do país atualmente no Mali.

No dia 13 de novembro, ataques terroristas reivindicados pelo Estado Islâmico (EI) deixaram 129 mortos em Paris. Após os atentados, o grupo vem divulgando vídeos nos quais ameaçam novos atos terroristas não só na França, mas também em países como Estados Unidos, Itália e Bélgica.

(Da redação)

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