Depois de rapaz morrer com tiro acidental, PMA alerta para proibição da caça

Regenilson foi atingido na cabeça e não resistiu ao ferimento

Foi durante uma caçada na região de Tacuru, a 425 quilômetros de Campo Grande, que o jovem Regenilson Coelho Rubitalti, de 22 anos, foi atingido por um tiro acidental na cabeça na última segunda-feira (16), ele chegou a ser socorrido pelo próprio pai, mas não resistiu ao ferimento e morreu no dia seguinte. O caso chama atenção para a proibição da caça de animais silvestres, que mesmo ilegal ainda é comum no interior do Estado.

De acordo com a lei de crimes ambientais, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida, resulta de seis meses a uma ano de detenção e multa, que podem variar de R$ 500 a R$ 5 mil, dependendo se o animal abatido está ou não em perigo de extinção.

“No Brasil a única caça legalizada pelo governo federal é a de javalis, que não pertence a fauna brasileira e por isso são considerados invasores, ainda assim a população precisa ter a autorização do órgão ambiental responsável”, explica o tenente coronel Renato dos Anjos, subcomandante da 15º BPMA (Batalhão da Polícia Militar Ambiental).

Ainda assim, o descumprimento da lei fica evidente em casos divulgados pela PMA diariamente e em extremos, como a morte de Regenilson. A princípio, o jovem estaria com uma arma adaptada para munições calibre 22, que disparou e atingiu seu rosto, ele foi socorrido, encaminhado para o hospital da cidade e depois transferido para Dourados, mas não resistiu. A Polícia Civil do município ainda investiga a legalidade da arma e detalhes do fato.

Segundo o subcomandante, a fiscalização em Tacuru é realizada pela base de Mundo Novo, que também atende outros 10 municípios da região. “Além das rondas ostensivas para prevenir os crimes ambientais por toda a área de atendimento, a equipe policial conta com as denúncias para que seja feita prisões em flagrante”, conta.

A solução para o fim da caça ilegal, conforme o subcomandante, está na educação. Hoje, vários projetos ambientais da PMA são desenvolvidos nas escolas. “ A PMA investe em Educação Ambiental, por entender a necessidade de formar multiplicadores na busca da proteção dos recursos naturais em todo o mundo. O resultado virá em um futuro próximo, pois essas crianças e adolescentes saberão a importância destes recursos para a vida no planeta” conclui.

Mato Grosso do Sul possui 338 militares, divididos em 25 Subunidades da instituição, para fiscalizar toda a extensão do Estado, que é 357.124,96 km², sendo 86.260 só de Pantanal.

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