PF reforça sigilo e rejeita municiar deputados sobre Lama Asfáltica

A comissão de acompanhamento da Operação Lama Asfáltica, aberta na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em agosto, aguarda respostas dos ofícios encaminhados a CGU (Controladoria Geral da União) e MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul). A Polícia Federal já avisou que não enviará documentos aos parlamentares, pois trata-se de investigação sigilosa, de acordo com o presidente da comissão na Casa de Leis, deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB).

As outras instituições, que também investigam um suposto esquema de desvio de verbas públicas em várias esferas do poder público, ainda informaram se vão enviar documentos sobre a investigação. Os parlamentares condicionam o trabalho do colegiado aos documentos sobre as suspeitas investigadas.

O grupo, formado pelos deputados por Lídio Lopes (PEN) e Mara Caseiro (PTdoB), representando o bloco parlamentar, além de Eduardo Rocha (PMDB), Angelo Guerreiro (PSDB) e Pedro Kemp (PT), foi aberto em agosto.

Operação

O foco da Operação Lama Asfáltica é um suposto esquema de desvio de verbas públicas. Funcionaria a partir de um cartel de empreiteiras gerenciado pela Proteco Construções, pertencente a João Amorim, e agiria em várias esferas do poder público com, segundo o que já foi revelado sobre as investigações, próxima ligação com o ex-governador André Puccinelli (PMDB).

O empresário também é investigado pelo Gaeco por conta da cassação de Alcides Bernal. Ele seria, segundo investigação, um dos financiadores e orquestradores da cassação. Segundo o Gaeco, Amorim e alguns vereadores organizaram a cassação em troca de dinheiro e cargos.

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