Olarte evita cultos no presídio e aguarda decisão sobre habeas corpus

 Luiz AlbertoLuiz Alberto

Preso desde a última sexta-feira (2), o vice-prefeito afastado do cargo de prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte não recebeu visitas da mulher, apenas do advogado Jail Azambuja, que ainda não foi vê-lo nesta segunda-feira (5).O acesso à esposa é vetado, por conta do período de adaptação, mesmo em prisão temporária, conforme estabelece o regimento do presídio. No local, Olarte tem acesso livre aos cultos e pregações que acontecem na capela.

Apesar do benefício, Gilmar tem evitado se expor aos presos. No sábado (3), quando precisou atravessar a área externa até um setor administrativo para conversar com o advogado, o prefeito afastado foi vaiado pelas mulheres que aguardavam o início das visitas.

A defesa pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que ele seja beneficiado de habeas corpus concedido ao empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos.

No sistema de consultas processuais do STJ, é possível verificar que o pedido de extensão, termo técnico do recurso, foi protocolado no sábado (3), porém não consta o teor do documento. Até o fechamento deste texto, não havia decisão por parte da 5ª Turma do STJ, onde tramita o caso.

Olarte está preso na Companhia de Guarda e Escolta da Polícia Militar, onde funciona um presídio militar, ao lado do Estabelecimento

Penal de Segurança Máxima, em Campo Grande.

A prisão dele foi decretada na quarta-feira passada (30), por conta da Operação Coffee Break, sobre compra de votos de vereadores para cassar o prefeito, Alcides Bernal (PP), sob alegação de que o vice-prefeito poderia comprometer o andamento das investigações.

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