Marun e mais 21 deputados do PMDB assinam manifesto contra a indicação de ministérios

O deputado federal Carlos Marun e mais 21 parlamentares da Câmara Federal, do PMDB, lançaram nesta quinta-feira, um manifesto contra a indicação de peemedebistas para compor o ministério. “Nosso posicionamento em plenário não dependerá desse tipo de barganha por cargos”, afirmam, no texto.

Segundo Marun, a reunião da bancada decidiu por indicar os nomes, mas não houve unanimidade e parte dos deputados não concorda com este tipo de atitude. “Obviamente que esse grupo não tem compromisso de votar a favor dos vetos ou de novos impostos”, disse. Parte do grupo defende o impeachment de Dilma.

Seis deputados participaram do ato, em que foi divulgado texto assinado por 22 peemedebistas com críticas ao governo do PT e à oferta de dois ministérios em troca do apoio da bancada. “Discordamos da negociação de cargos no governo a qualquer título. Não é com esse tipo de atitude que a profunda crise geral deve ser enfrentada, e sim com posturas”, diz a carta.

A bancada do partido tem 66 deputados federais – ou seja, um terço assinou a nota. “Se o [líder da legenda, Leonardo] Picciani [RJ] vendeu que tinha 66 votos em troca de dois ministérios, vai ter que explicar como entregará menos votos do que a bancada do PSDB”, afirmou um dos líderes dos oposicionistas, o deputado Osmar Terra (RS).

O manifesto tem o apoio de deputados de Estados que apoiaram Dilma, como Ceará, Santa Catarina e Tocantins, e dos que fizeram campanha pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) na eleição presidencial de 2014, como Rio Grande do Sul e Bahia. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que diz ser contra a indicação de nomes no governo Dilma, não está entre os que assinaram.

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