Vereadores relembram constante falta de diálogo com prefeito Bernal

A falta de diálogo com Alcides Bernal, antes e durante seu mandato como chefe do Poder Executivo, foi relembrada pelos parlamentares durante a Palavra Livre na sessão ordinária desta terça-feira (29).

De acordo com o vereador Airton Saraiva, o relacionamento com o prefeito Alcides Bernal sempre foi conturbado, mesmo antes dele assumir a Prefeitura. “Fomos ameaçados, dizendo que ele estava acima do bem e do mal, isso pra mim foi um ataque ao legislativo. Ele fez piadinha sobre o processo de desapropriação, dizendo ‘vou colocar na rodoviária’, ‘debaixo de uma árvore’, desde o começo ele fez ameaça. Chamamos o prefeito várias vezes para falar sobre o orçamento, sequer ele veio uma vez nessa casa a esse propósito, isso tem que ser lembrado, além disso, ele começou o governo sem nomear o secretariado, nem equipe de transição, não existia. Ele dizia: ‘só vou falar quando sentar na cadeira’ e essa Casa chamando ele para debater o orçamento porque era ele que ia tocar o orçamento, mas ele preferiu virar as costas e fazer ameaças”, afirmou.

O vereador Flávio César destacou que “a própria mídia sempre acompanhou os trabalhos dessa Casa e já vinha acompanhando desde o ato de posse a forma truculenta como o chefe do Executivo na época, que nem tinha tomado posse, já se portava em relação a essa Casa. Em novembro ele fez uma visita institucional e tirou uma caneta do bolso e em tom de ameaça, disse que ‘agora quem tem a caneta sou eu’ e assim se deu a primeiro encontro institucional da Câmara da época e o prefeito eleito”, revelou.

Flávio César disse ainda que a Câmara sempre tentou manter o diálogo com o prefeito. “A Câmara tentou por diversas vezes um encontro com o prefeito que tomaria posse em janeiro, para falar do reajuste do IPTU, já que ele pregava na sua campanha eleitoral que o IPTU já havia sofrido reajustes além do previsto em anos anteriores e não deveria sofrer reajuste naquele momento. Isso numa tentativa da Comissão de Finanças de chegar num consenso, não havendo, essa casa aprovou o reajuste com índice zero. O prefeito Bernal toma posse em janeiro de 2013 e praticamente 20 poucos dias após ele estar no comando houve o primeiro ato de irregularidade praticado, remanejando o orçamento do Executivo sem a anuência dessa Casa. Em fevereiro ao iniciar os trabalhos desse Legislativo, já existia denúncias e até mesmo requerimentos por parte de outras instituições para que a Câmara tomasse providências”, afirmou o parlamentar.

Em aparte, o vereador Paulo Siufi lembrou que a CPI da Inadimplência foi aberta após várias negativas do prefeito em dar esclarecimentos à Casa de Leis. “Em meados de junho de 2013, após varias tentativas e requerimentos, para que ele viesse a essa Casa prestar esclarecimentos sobre os contratos emergenciais, foi aberta a CPI da Inadimplência. Fizemos todas as oitivas através da documentação que nos chegava, recebíamos denúncias, todos os secretários compareceram, sempre que falamos pra trazer o prefeito, ele disse que só viria se abrisse uma Processante, nossas reuniões nunca forma secretas, mas os secretários não apresentavam respostas condizentes, não representavam os documentos que havíamos pedindo. Até que o relator, o vereador Elizeu Dionizio solicita por escrito que mande então em pendrive, devido à falta de tempo hábil para imprimir. Foi uma dificuldade para abrir o que estava a sete chaves. Pedimos prorrogação, por conta do tempo gasto com a demora da entrega dos documentos. Todos os empresários ouvidos foram unânimes e disseram que não teriam recebido da Prefeitura e dinheiro tinha nos cofres públicos”, lembrou.

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