Puccinelli chega rindo, depõe por três horas e sai em silêncio do Gaeco

Ex-governador foi falar de suposto esquema para cassar prefeito da Capital

O ex-governador André Puccinelli (PMDB) depôs por cerca de três horas ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) nesta sexta-feira (11). Chegou fazendo piada sobre cafezinho e cappuccino , mas saiu em silêncio em relação teor do depoimento às investigações de suposto esquema para corromper vereadores em troca da cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).

Segundo Puccinelli, houve orientação do Gaeco para não dar detalhes do que foi dito no depoimento visando preservar a investigação. Acusado por Bernal de ser o mentor e principal articulador de um golpe político para cassá-lo, o ex-governador reafirmou não ter participado de esquema neste sentido.

“Tem que perguntar para quem comprou ou para quem foi comprado”, disse Puccinelli quando perguntado se houve pagamento de propina a vereadores. Na chegada ao Gaeco, por volta das 9h, ele disse que só toma “cappuccino”, uma piada em relação ao termo ‘cafezinho’, suposto código de pagamento de propina identificado pela polícia em interceptações telefônicas.

Puccinelli garantiu que foi chamado ao Gaeco como testemunha. Inclusive disse ter pedido documento assinado por promotores atestando tal condição.

Ao falar que não articulou a saída de Bernal ou a consequente ascensão de Gilmar Olarte (PP) à Prefeitura, criticou o vice-prefeito – na chegada, havia feito o mesmo em relação ao prefeito. “Esperávamos que ele fosse melhor, mas acabou sendo pior”, disse o peemedebista.

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