Prefeitura de Nioaque rende homenagem ao Coronel Pedro José Rufino

Nioaque rende uma homenagem a um de seus ilustres cidadãos, Pedro José Rufino, que aqui residiu a partir de 1859. Conhecer sua história é conhecer a história regional e especificamente a história de Mato Grosso do Sul, que nesta cidade conheceu os seus germens de povoamento, de defesa regional, de ensaios políticos, de enfrentamento e superação de conflitos e de aprendizado democrático.

Em um momento nacional, reflexo da busca mundial dos valores da cooperação entre os povos, da promoção da paz através da superação da desigualdade e dos conflitos interno e externos; da defesa da dignidade do ser humano; da busca da ética nas relações e no uso do bem público; do respeito à ecologia e estímulo à educação à cidadania, a história regional faz memória do passado e encontra razões para celebrar, pessoas a imitar, desafios a vencer e novas perspectivas a construir.

Pedro José Rufino nasceu na Bahia. Ainda jovem migrou para o Rio de Janeiro, onde ingressou no serviço militar. Designado para o Mato Grosso, chega à Vila Maria, atual Cáceres, em 1850. De lá, para a defesa da fronteira é designado para Miranda e Nioaque, onde estabelece sua residência definitiva, deixando numerosa descendência, entre as quais, as famílias, de Moraes, Xavier e Figueiró.

Como militar serviu à nação por 40 anos. Participou da Guerra da Tríplice aliança, integrando a Expedição Mato Grosso e Campanha do Apa, defendendo desde os primeiros momentos o solo do Mato Grosso do Sul e a sua gente. No comando do Corpo de Caçadores a Cavalo, por ele criado, combateu bravamente na Retirada da Laguna, conduzindo os combatentes a salvo, dado o

conhecimento que tinha da região, sua intrepidez, energia, disciplina e capacidade de agregação.

O Governo Imperial concedeu-lhe, em 1863, o diploma de Cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis, reconhecendo-lhes os méritos. Agraciou-lhe com o Hábito da Ordem de Cristo, em 1866, pelos relevantes serviços prestados na fronteira de Miranda, quando da invasão paraguaia. Honrou-lhe com a medalha de prata “Constância e Valor”, criada para condecorar as Forças Expedicionárias do Sul da então Província do Mato Grosso. Nesse mesmo ano foi agraciado com o Hábito da Imperial Ordem do Cruzeiro pelos relevantes serviços na Campanha do Apa. Em 1888, ainda é homenageado com a medalha geral da Campanha do Paraguai.

Exerceu a liderança política, participou dos ideais Republicanos, ajudou na conservação do patrimônio público utilizando-se de seus bens.

Conhecê-lo foi possível pelo testemunho dos que o conheceram pessoalmente, como o Tenente Taunay, especialmente em seu livro Retirada da Laguna; D. Carlos Luiz d’Amour, bispo de Cuiabá, na crônica de sua viagem em visita ao sul do Estado do Mato Grosso, entre 1883 e 1886; O Engenheiro Antonio de Sena Madureira em seu livro “Guerra do Paraguai”, de 1870, cita o testemunho do comandante do batalhão n. 21 de Infantaria a seu respeito; Estevão de Mendonça, em seu livro “Datas Matogrossenses”, sobre os feitos e personagens da história regional. Ou, ainda, das fontes originais como o relato de Miguel Ângelo Palermo, sobre a situação política de Nioaque, nos inícios da República; o histórico de sua carreira militar finalizada em 1892, escrita pelo Exército Brasileiro, que traça o seu perfil até a patente de Coronel. O testemunho do 10º. Regimento de Cavalaria Mecanizada, em Bela Vista, que o considera seu comandante n. 1 e, portanto, um conhecimento longe de qualquer consideração auto-centrada.

À Pátria, no sul de Mato Grosso, doou os melhores anos de sua vida. Foi sempre elogiado no desempenho de suas funções, nas quais se distinguiu pela inteligência, zelo, interesse, probidade, franqueza e lealdade, solicitude, disciplina, comando, capacidade de suportar os sofrimentos, audácia, firmeza e constância, assiduidade, prestígio, serviço e dedicação. Qualidades estas que o torna, como diz o seu histórico do Exército, terminado em 1892, “mui recomendável e digno de imitação”.

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