Empresas de ônibus sugerem mudar horário de aulas

Ideia foi apresentada na Câmara Municipal como forma de reduzir lotação
O que fazer para tirar do sufoco os passageiros de ônibus de Campo Grande? Aumentar a quantidade de veículos seria a resposta mais óbvia para reduzir a lotação nos horários de pico. Porém, segundo o Consórcio Guaicurus, sairia muito caro. Daí, as empresas apontam para outras medidas, tais como mudança nos horários das escolas. A ideia foi apresentada pelo diretor do Consórcio Guaicurus, João Rezende Filho, durante audiência pública que discutiu o assunto na Câmara Municipal de Campo Grande, convocada pela vereadora Magali Picarelli (PMDB), presidente da Comissão Permanente de Cidadania e Direitos Humanos. A superlotação está entre as principais queixas dos usuários, além da falta de linhas e dos atrasos. Rezende destacou que a dificuldade dos ônibus em se locomover se deve à falta de mobilidade urbana na cidade. Ele admitiu que há necessidade de melhoria do sistema, mas aumentar a quantidade de ônibus poderia pesar no bolso dos usuários. Para ele, há outras medidas mais eficazes que podem ser estudadas, como a mudança nos horários das escolas, o que poderia contribuir para aliviar a lotação nos horários de “pico”. Ele sugere ainda a implantação dos corredores e faixas exclusivas destinados aos ônibus, para ampliar o limite de velocidade dos veículos, que hoje, não passam de 12km/h nos horários de pico no trânsito. Segundo Rezende, avenidas como Afonso Pena e Mato Grosso, além das ruas tradicionais no centro da cidade como Rui Barbosa, 14 de Julho, 13 de Maio e Calógeras são apontados como ponto critico para o transporte coletivo. “Isso comprova ainda mais as queixas da lentidão do sistema dos cerca de 270 mil usuários transportados diariamente. Por essa razão é preciso ter um estudo e planejamento nestes locais, o serviço fica prejudicado por falta deste fluxo, os carros ainda podem pegar atalhos, o ônibus tem que seguir seu roteiro”, disse atribuindo à falta de infraestrutura no trânsito como o maior problema de demora e superlotação no transporte coletivo. Revitalização – Para a vereadora, há uma necessidade urgente de revitalizar por completo o sistema de transporte público. “Por exemplo, nos terminais, começando pelos banheiros e bebedouros danificados. A respeito da frota de veículos disponível para o transporte, verifica-se que há muitas irregularidades, começando pela falta de ônibus para atender a demanda nas linhas”, disse. Já a diretora-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande, Ritva Cecilia de Queiroz Garcia Vieira, informou que será feito um trabalho conjunto com outras secretarias para resolver os diversos problemas apontados pela população, como a questão dos terminais, segurança, a construção e manutenção adequada à acessibilidade. Segundo Ritva, todas as reclamações serão encaminhadas ao prefeito para que muitos dos problemas sejam solucionados a curto prazo, especialmente a questão do corredores e faixas exclusivas para os ônibus. “Vamos fazer visitas técnicas para coletar informações com o objetivo de verificar as condições de qualidade e regularidade da eficiência e segurança do serviço concedido”. Na ocasião, o Ministério Público, por meio de seu representante, promotor Aroldo José de Lima, enfatizou que as denuncias coletadas sobre os eventuais vícios na execução do serviço do transporte coletivo serão fiscalizadas de forma que estes sejam corrigidos, melhorando a qualidade deste relevante serviço público, proporcionando maior conforto aos usuários.
(Com informações da assessoria de imprensa da parlamentar)

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